segunda-feira, 18 de junho de 2018

Série Histórica - Guerra de Canudos Parte 2: De Conselheiro à Santo

Em 20 anos de andanças, Antônio Conselheiro desenvolveu uma obra religiosa com grande apelo político e social. Ele era temido, e combatido pelas autoridades religiosas e civis na mesma proporção em que era cortejado e protegido.

Ganhou os nomes de Santo Antônio dos Mares, Santo Antônio Aparecido, Bom Jesus Conselheiro, Bom Jesus, Santo Conselheiro, porém o povo denominou sobretudo, Antônio Conselheiro.

Em 1874, o cônego Agripino da Silva Borges cedeu uma casa à Antônio e seus fiéis. Porém, o chefe de polícia Boaventura da Silva Caldas, pediu à capital, forças policiais e expulsaram Antônio. Sem reagir violentamente, Antônio partiu para o Sergipe. Foi a primeira de uma série de perseguições que ele sofreu por parte das autoridades.

A fama e a autoridade de Antônio Conselheiro cresceram rapidamente. A publicação carioca Folhinha Laemert alertou que ele tinha "grande influência no espírito das classes populares".

Ele sempre aparecia com cabelos e barbas compridos, vestindo camisolão de brim azul sem cintura, chapéu de abas largas e sandálias. Muito parecido com o monge italiano João Maria. Seu comer era frugal, dormia ou em chão duro ou alguma taboa. Vivia de esmolas.

Seus seguidores levavam, um oratório de cedro que encerrava a imagem de Cristo. Ele carregava dois livros: A Missão abreviada e Horas Marianas.

Desde 1876, a região de Itapicuru de Cima na Bahia foi uma espécie de quartel general. Foi ali que mais tarde ele fundaria Bom Jesus. Nessa época ele atuava nas regiões entre o rio São Francisco e Itaicuru. No centro dessa região se encontrava o arraial de Canudos.

No mesmo ano de 1876, a pedido do vigário dom Luís D'amour, a polícia prendeu Antônio Conselheiro acusado de assassinato. Diogo Antônio Bahia, alferes, acompanhado de 15 soldados foi o responsável pela sua captura. Mesmo em grande número, seus seguidores não reagiram.

Dois seguidores dele foram presos: José Manoel que foi arrolado à força ao exército e Estevão, este acusado de ser um escravo fugido. O fato de um escravo fugitivo encontrar abrigo entre os seguidores de Antônio Conselheiro gerou preocupação entre os grande proprietários.

No caminho para Salvador, ele foi espancado pelos policiais. Quando pressionado pelas autoridades para delatar os agressores, apenas disse: "mais que eu sofreu o Cristo". Foi enviado para Fortaleza no Ceará.

O vigário de Itapicuru pediu as autoridades que não fosse permitida a volta de Antônio Conselheiro à Bahia. Pedido reforçado pelo secretário de polícia da Bahia. A perseguição aos líderes religiosos populares na época parecia habitual.

Ainda em junho de 1876, ele foi enviado para Quixeramobim, onde foi libertado.

A popularidade do conselheiro acabou  gerando uma série de especulações sobre sua vida pessoal. Criaram a história de que ele havia sido autor de um duplo homicídio cujas vítimas teriam sido sua mãe e sua esposa. Porém sua mãe havia morrido em 1834, sendo ele ainda criança.

Em liberdade, Conselheiro voltou para o meio de seus fiéis.

Entre 1877 e 1887, Conselheiro passou por diversas povoações sertanejas, como Alagoinhas, Inhambupe, Bom Conselho, Jeremoabo, Cumbe, Mucambo, Massacará, Pombal, Monte Santo, Tucano e outras. Consertava igrejas e cemitérios, construía açudes, etc.

Nesses anos, seu renome já era grande, e era recebido com euforia nos povoados. Impressionava a plateia, porém pessoas instruídas o chamavam "charlatão".

Era duramente criticado por membros da elite, mas entre o povo, gozava de simpatia e despertava a sanha dos miseráveis.

Em 1888, seu nome já fazia parte da tradição oral.

Em Chorrochó, nas margens de um afluente do Rio São Francisco, Conselheiro descansava à sombra de uma árvore na entrada da vila. Ali se tornou um verdadeiro local de culto.

Os materiais de construção de que utilizavam seus fiéis para consertar igrejas e cemitérios e construir os açudes, eram doados e eles não cobravam pelos serviços. Seus seguidores eram alimentados com esmolas por comerciantes e grandes proprietários que o faziam para manter longe de suas terras os beatos.

Até hoje a Capela de Senhor do Bonfim, terminada em 1885, se mantém de pé.

Párocos desejosos de ver suas igrejas reformadas, convidavam Conselheiro para feiras locais e lhe cediam o púlpito. Isso reforçava seu perfil de pregador semi-oficial da igreja.

Seus seguidores eram batizados, casavam, confessavam e comungavam. essa era a principal fonte de renda de muitos dos vigários do interior.

Em 1888, um oficial da polícia baiana encontrou Conselheiro em Monte Santo, e segundo ele, os vigários o deixavam pregar, promover batizados, casamentos, novenas e tudo o mais que gera dinheiro as igrejas.

A relação entre Conselheiro e a igreja, porém, foi negada e esquecida quando ele e seus seguidores passaram a ser atacados pela hierarquia religiosa, e principalmente quando foram atacados militarmente.

Em fevereiro de 1882, 6 anos antes deste relato do oficial baiano, o arcebispo da Bahia enviou uma circular aos subordinados proibindo as pregações de Conselheiro nas diversas freguesias. Ele lembrava que a missão de doutrinar o povo não cabia a um homem comum, por mais instruído e virtuoso que fosse.

Até o final do século XIX, a autoridade religiosa católica de última instância cabia aos monarcas. Era um direito concedido aos reis de Portugal pelos Papas. Em virtude disso, Roma não podia intervir diretamente sobre os párocos.

Essa situação ajuda na compreensão da falta de assistência religiosas nas comunidades rurais e a dificuldade da igreja interferir nas formas religiosas populares. O catolicismo que existia era um sincretismo entre o catolicismo português e as tradições indígenas e africanas que se adaptava as duras condições de existência material e espiritual das camadas mais pobres.

O Papa Pio IX, iniciou uma campanha de reconquista do poder religioso da Igreja em relação aos estados nacionais, na segunda metade do século XIX. Tentando estabelecer laços de hierarquia entre Roma e as autoridades católicas nacionais. Era a "romanização do clero". Neste contexto político-religioso, surgiu a hostilidade da Igreja com Antônio Conselheiro.

Estas mudanças afetaram o relacionamento entre padres e paroquianos sertanejos do Nordeste. A Igreja colocava padres paulistas, mineiros ou estrangeiros na liderança das dioceses. Estes, estranhos aos costumes culturais e sociais dos sertões.

As escolas e seminários passaram a formar o clero, com base nas determinações diretas de Roma. O arcebispo da Bahia, dom Luís dos Santos, encontrou forte resistência de padres dentro de suas comunidades.

Pregadores e místicos leigos, mesmo proibidos de atuar pelo clero, continuaram a agir, inclusive com apoio de padres, no sertão baiano.

Conselheiro foi acusado pelo arcebispo da Bahia de pregar ao povo "doutrinas supersticiosas e uma moral excessivamente rígida". O semanário O Rabudo, fez a mesma acusação. Em 1985, pouco antes da Guerra de Canudos, o capuchinho João Evangelista de Monte Marciano denunciou ainda o ascetismo extremado dos seguidores de Conselheiro. Nina Rodrigues também alertou para as tendências "comunistas" desses seguidores.

As elites não permitem que a miséria popular se torne virtude religiosa. Quando isso acontece, a pobreza antes vista como inferioridade, torna-se uma condição para a Salvação. Se a pobreza apresenta-se como qualidade moral, a riqueza e o luxo das elites tornam-se símbolos de decadência e corrupção moral.

As instruções dadas por dom Luís dos Santos, eram para tentar coibir os "abusos" permitidos pelo próprio clero, mas suas determinações alcançaram resultados parciais. O arcebispo não conhecia as dificuldades vividas por dezenas de párocos do interior da Bahia. Porém, mesmo assim, a relação do pregador com o clero foi minada. Da conivência, da colaboração e omissão, passou-se a perseguição.

Em novembro de 1886, o chefe de polícia de Itapicuru de Cima, comunicou ao chefe de polícia da Bahia que conselheiro estava construindo ali uma capela. ele alegava que estavam com o pregador homens armados e que este reunia até mil pessoas para rezas e sermões. Informava ainda que o vigário de Inhambupe estava em conflito aberto com os conselheiristas.

Conselheiro continuava a ter sucesso nas práticas religiosas permitidas aos laicos pelo direito canônico. esta carta nada de novo apresentava a não ser a declaração do delegado de que os seguidores se armavam não só da "Palavra Sagrada", mas também de cacetetes, facas, facões e pequenas carabinas.

Os historiadores da Guerra de Canudos, pouca importância dedicaram à organização dos seguidores do pregador antes da formação do arraial de Belo Monte. O missionário e andarilho fundara um pequeno povoado. Abelardo Montenegro ( biografo ), afirma que ele transformou uma fazenda em povoado:

"Antônio construía, em 1886,
a capela de Bom Jesus,
onde trabalhavam às expensas do povo muitos homens,
inclusive cearenses,
nos quais depositava a mais cega confiança.
O cearense Feitosa chefiava os operários.
O arraial constituía uma praça de armas."

Como sabemos, Conselheiro era natural do Ceará. Segundo Nina Rodrigues, após diversos problemas com a polícia, Conselheiro teria deixado a vila de Bom Jesus para internar-se nos sertões e fundar o arraial de Belo Monte. Esta pequena comunidade com igreja, beatos e homens armados pode ter sido um ensaio para a futura Belo Monte.

Foi em 1886, que o delegado de Itapicuru oficiava que os seguidores do pregador andavam fortemente armados. Ele com certeza não se referia a todos os seguidores, mas a um grupo pequeno e seleto. Dez anos mais tarde, os acontecimentos comprovariam a capacidade dos fiéis de responderem aos atentados policiais contra o grupo.

Não existem informações precisas sobre a organização do núcleo de seguidores permanentes nem do arraial do Bom Jesus ( atual Crisópolis ). Não é impossível que Conselheiro tenha organizado grupos de apoio religioso e militar desde essa época, como existiram depois em Belo Monte.

A Companhia do Bom Jesus, era um grupo que prestava assistência espiritual à comunidade. E a Guarda Católica era um grupo de combatentes escolhidos e devotados, que defendia o reduto.

Sua influência foi vista em outros tantos personagens da época. Em Pernambuco, o Conselheiro Guedes, vestido como carmelita, percorria lugares afastados do interior, benzendo e pregando. Na Bahia, Conselheiro Francisco Maria de Jesus, ajudou a construir uma igreja em Cumbe, próximo ao arraial de Canudos.

Por volta de 1885, Conselheiro não era uma figura exótica, mas sim, um representante de destaque de uma comunidade religiosa laica que existia na região e no país. Junto com ele, e certamente influenciado por ele, outros "conselheiros" vagaram pelas zonas rurais da Bahia e pelas proximidades. Um deles, Luís Ribeiro da Silva, tinha sido beato de Conselheiro e resolveu criar seu próprio grupo de penitentes.

Em meados de 1887, um novo ofício do arcebispo da Bahia, denunciava a pregação de Conselheiro e suas "doutrinas subversivas" contra a Igreja e o Estado. O presidente da província pediu a internação do pregador no hospício D.Pedro II, no Rio de Janeiro, ao ministro do Império.

Conselheiro não havia cometido nenhum crime, ou desobedecido nenhuma lei eclesiástica. Mas isso não impediu o questionamento de sua faculdades mentais. Porém, o pedido eclesiástico não prosperou. O ministro alegou não haver vagas no hospício. O presidente da província informou ao arcebispo esta informação, como uma recusa educada ao pedido. Caso houvesse vontade política, com certeza se arrumaria um lugar para o Conselheiro no hospital.

Não se sabe os motivos concretos da recusa do presidente da província de internar Conselheiro. Na época ele já contava com simpatizantes e protetores na capital. É possível que as autoridades temessem a reação dos seguidores do pregador. Era de conhecimento das autoridades que um grupo armado seguia Conselheiro pelos sertões.
Este artigo tem como base bibliográfica a obra Belo Monte uma História da Guerra de Canudos, de José Rivair Macedo e Mário Maestri, da Editora Moderna que faz parte da Coleção Polêmica.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Série Histórica - Guerra de Canudos Parte 1: De Antônio à Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel nasceu em Quixeramobim, na província do Ceará, em 13 de março de 1830.

Após aprender a escrever e a contar, com o amigo de seu pai, capitão Raimundo Francisco das Chagas, ele ingressou na escola particular de Manuel Ferreira Nobre, estudando português, aritmética, geografia e rudimentos de latim e francês.

Em 1947, o Ceará e as regiões vizinhas, conheceram secas violentas, onde as plantações secavam e o gado morria. Os senhores vendiam seus escravos para o Sul, para quitar dívidas e os indígenas entregavam seus filhos como escravos em troca de alimentos. Já com 18 anos, em 1948, o jovem Antônio teria deixado de trabalhar como caixeiro na casa comercial do pai.

Em 1855, o pai de Antônio morreu, deixando o filho responsável pelas irmãs ainda solteiras, além de negócios bastantes enredados. No ano seguinte, faleceu sua mãe com apenas 39 anos de idade e faculdades mentais adoecidas.

Com as dívidas a serem pagas, e o espólio restante tendo de ser dividido entre os filhos, Antônio ficou com pouco mais de 200 réis, para continuar o negócio da família. Mas a situação da província e a base precária para iniciar o negócio, obrigaram Antônio a hipotecar a casa e a sede do negócio do pai.

Em janeiro de 1857, Antônio se casou com Brasilina Laurentina de Lima, que era filha ilegítima, órfã e analfabeta. Meses depois, ele vendeu tudo e foi para a Fazenda do Tigre, 50 quilômetros da vila natal.

Ele abriu uma escola primária onde ensinava português, aritmética e geografia. Além disso, para sobreviver, ele desempenhou funções de domador e pedreiro-construtor.

Mesmo na sociedade escravista da época, trabalhar com as mãos era socialmente degradante, e Antônio, era filho de comerciante e letrado. Portanto, ele se tornou um participante de dois universos diferentes. Um caso raro na sua época.

Antônio se mudou para Tamboril e depois Campo Grande, onde atuou como caixeiro em 1859 na casa comercial do major Domingos Carlos de Sabóia. Quando o negócio fechou, ele passou a atuar como rábula ( ou advogado provisionado ), o que confirmava sua formação intelectual.

Em 1861, já em Ipu, foi traído e abandonado pela esposa que foi viver com um suboficial da força pública.

Sozinho, mudou-se para a Fazenda de Santo Amaro, propriedade do major José Gonçalves Veras, onde voltou a lecionar. Mais tarde, na vila de Santa Quitéria, envolveu-se com Joana Imaginária, escultora de imagens de barro, e muito conhecida regionalmente.

Em 1865, Antônio viajou para Campo Grande, Crato e Paus Brancos, trabalhando como vendedor ambulante, acompanhando evangelistas missionários pela região.

O nascimento do Antônio religioso pode ter sido facilitada pela sua criação familiar e possibilitada pelas condições da época. Como no Brasil colonial sempre houve uma falta de sacerdotes, cabia a alguns homens e mulheres caridosas, desempenhar esse papel. A existência desse clero laico, era comum no interior do Nordeste e no Sul, entre caboclos, imigrantes alemães e italianos.

Não seria nada absurdo que um professor fosse encarregado de realizar essas atividades religiosas quando necessário. O fato de saber ler e escrever, colocava Antônio na condição de um mestre diante da população sertaneja analfabeta.

O Conselheiro era aquele que desempenhava o papel de pregador, e dava conselhos para os crentes entre esse clero laico. O Conselheiro era geralmente uma pessoa de influência social dentro das comunidades sertanejas, desempenhando uma liderança política e ideológica mesmo que não oficialmente.

Antônio acabou alcançando um poder político e social muito grande.

Ele conheceu ainda em seu tempo de vendedor ambulante, padre José Antônio Pereira Ibiapina, e com ele andou por algum tempo pelo sertão. O padre era considerado um homem santo pelo povo do sertão. Quando padre Ibiapina morreu em 1883, a fama de Antônio Conselheiro já se espalhava pelos sertões.

O filho de um comerciante analfabeto, sem posses, e de futuro incerto, acabou se tornando um líder religioso e líder político em Belo Monte, arraial fundado por ele.

Mas antes disso em 1869, quando morou em Várzea de Pedra, acabou adquirindo uma dívida que não pode quitar, e condenado teve seus bens leiloados em outubro de 1871.

Dois anos depois, 1873 ele reapareceu em Assaré ( Ceará ), já como beato. Ali conheceu os irmãos Honório e Antônio Assunção Vila Nova que posteriormente também tiveram papel importante em Belo Monte.

No ano seguinte, 1874, ele andou pelo Sergipe e pela Bahia, onde pregava e aumentava seu número de fiéis. Nessa época ficou conhecido como Santo Antônio dos Mares.

Em 22 de novembro de 1874, O Rabudo, um semanário sergipano publicou:

"A bom seis meses que por todo o centro desta e da província da Bahia,
chegado do Ceará, infesta um aventureiro santarrão
que se apelida por Antônio dos Mares, o que,
a vista dos aparentes e mentirosos milagres que dizem ter ele feito,
tem dado lugar a que o povo o trate por Santo Antônio dos Mares"

Este artigo tem como base bibliográfica a obra Belo Monte uma História da Guerra de Canudos, de José Rivair Macedo e Mário Maestri, da Editora Moderna que faz parte da Coleção Polêmica.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Fim de Ano do Futebol Brasileiro

Reproduziremos aqui, o texto do "jornalista" Rica Perroni.

Todo ano eu me pergunto em dezembro onde estavam nos útlimos anos e eleições os clubes que hoje se lamentam pelo calendário.

Todo ano eu tento entender como 10 clubes podem achar ruim a cota de TV e só 2 estarem felizes sendo que 10 podem fazer um campeonato e 2 não.

Todo ano eu tento entender porque o torcedor é tão facilmente manipulado pela mídia que odeia a CBF e não percebe que tudo que está lá é meramente a representação oficial autorizada do SEU clube.

Há meses a CBF não tem presidente que possa sair do país. Algum clube foi lá cobrar da entidade o afastamento dele? Que houvesse nova eleição? Que algo fosse feito pela representação dos clubes?

Não.

Houve algum movimento entre os clubes para que a eleição na CBF seja ANTECIPADA após a suspensão do presidente? Não. Ela será ADIADA para que ele esteja de volta ao cenário político.

Nos últimos anos qualquer analfabeto entendeu que o sistema de corrupção, má gestão e favores do governo só existe porque é sustentado de baixo pra cima.  Não notaram que o futebol brasileiro tem um sistema político muito parecido e, portanto,  tem muita gente muda porque está feliz.

Seu clube, seja ele qual for, é cúmplice e hoje um dos mais covardes pilares do futebol brasileiro. Se há 12 "grandes" que se quiserem mudam tudo, sabemos de quem são.  E eles não estão muito preocupados com nada disso, apenas com qual jogador vão tirar do rival via liminar, ou talvez como vão eleger alguem mais próximo desse ou daquele dirigente.  Ou também, "pra que se indispor com o presidente e amanhã ter um pênalti não marcado?", como ouvi outro dia.

Não querem mudar. Não vão mudar.

A CBF passou pelo ano todo esperando uma atitude de fora pra dentro que pudesse intervir no absurdo que é ter um presidente que não pode exercer suas funções em sua totalidade e nem ter a dignidade de pedir pra sair enquanto nota ser um atraso pro futebol brasileiro.

Ninguém se mexeu. Nenhuma federação ou clube tentou mudar isso ou protestar contra o cenário.

E você realmente acha que seu clube é "vítima" de qualquer calendário, receita de TV, regras do jogo ou politicagem do futebol brasileiro?

Então tá.

abs,
RicaPerrone

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Nem Todo Maduro Tem Maturidade

Nós seres humanos temos vários tipos de idade: idade biológica, idade cronológica, psicológica, social, etc.
Tudo depende da forma com que analisamos uma pessoa.
A idade cronológica mostra por quanto tempo você habita a Terra, desde o dia do seu nascimento.
A idade biológica é a idade do sistema do seu corpo. Algumas pessoas maltratam tanto o corpo, que mesmo sendo jovens cronologicamente, parecem ter uma idade biológica avançada.
Eu mesmo já conheci jovens que de tanto fumar e beber, aparentam ter o dobro da idade. Isso porque seu organismo já está desgastado.
A idade social é a relação entre a capacidade de uma pessoa se adequar ao que se "espera" de sua idade.
Esse é o caso terrível, por exemplo, daquela senhora que tem 70 anos mas quer se vestir como uma menina de 20. Ou aquele senhor de 60 anos que quer paquerar garotinhas do ensino médio.
A idade psicológica é uma linha tênue entre todas as idades que eu citei acima.
Um jovem por exemplo pode se dar ao luxo da máxima "viva o momento".
Ele pode se dar ao capricho de viver o hoje com absoluta intensidade, sem se preocupar com as consequências posteriores.
Já os mais velhos, passam a ver a vida pelo aspecto do "quantos anos me restam", e ele passa a olhar para si mesmo de forma mais retrospectiva, analisando o que já fez no passado e pesando as consequências que isso acarretou.
Aliás, adora sempre revelar aos outros o quanto aprendeu na vida e adora dar conselhos que ele mesmo nunca seguiu.
Levando tudo isso em conta podemos concluir que maturidade é a capacidade de um ser humano lidar com as várias etapas de sua vida. Conseguindo conciliar as suas idades.
Isso sem nenhum conceito científico, porque não sou cientista, só estou discorrendo sobre uma loucura da minha cabeça.
Por isso existem muitas pessoas maduras que não tem maturidade.
Agem como crianças mimadas diante das situações diárias.
Não conseguem superar adversidades, querem ser bajuladas e mimadas o tempo todo.
Se magoam por qualquer besteira.
Portam-se como imbecis em relação a outras pessoas que pensem diferente ou que não concordem com alguma coisinha mínima.

Pessoas assim, traem, mentem, se fazem de vítima, e nunca conseguem mudar seu comportamento répobro.
Em geral são maldizentes, depressivos, caluniosos, encrenqueiros, malquerente, etc.

São, no melhor sentido da palavra: imaturos.

Destes é melhor manter distância.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Baleia Azul - O Jogo que Ninguém Ainda Entendeu

Distúrbio depressivo maior (DDM) ou transtorno depressivo maior, conhecido simplesmente como depressão, é um distúrbio mental caracterizado por pelo menos duas semanas de depressão que esteja presente na maior parte das situações. É muitas vezes acompanhado de baixa autoestima, perda de interesse em atividades de outra forma aprazíveis, pouca energia e dor sem uma causa definida.
Lido isso acima, você pode tomar dois caminhos: o primeiro é o de levar a coisa a sério e tentar resolver o problema, a outra, simplesmente se refugiar no bom e velho "é modinha".
O até então desconhecido jogo Baleia Azul , criado na Rússia, está demonstrando claramente o quanto nós brasileiros desconhecemos sobre o assunto, ou o quanto simplesmente preferimos não se importar com o assunto.
Neste jogo, jovens são convidados a realizarem desafios escolhidos por "mentores" que administram o tal jogo. Os desafios são os mais variados, desde assistir filmes de terror a noite sozinhos, até a marcar o corpo com facas ou tesouras.
Mas o último desafio, é o suicídio.
Na Rússia, o caso veio à tona quando três jovens se suicidaram, e deixaram pistas em suas páginas de rede social. A principal: uma delas postou a foto de uma baleia azul junto com a palavra FIM.
As autoridades russas então acabaram descobrindo essa terrível ferramenta virtual.
Após isso, suspeita-se que o jogo tenha sido responsável por mais de 130 mortes entre Novembro de 2015 e Abril de 2016. Claro, as autoridades não confirmam.
A verdade que assusta e muitos querem negar, é que este jogo pode existir a mais tempo do que se imagina e talvez já tenha sido responsável por um número ainda maior de mortes.
 
Na realidade, o que realmente assusta são algumas coisas que podemos pensar se deixarmos a ignorância de lado. Vamos a algumas delas:
1 - Se os criadores do jogo conseguiram "voar abaixo do radar" e permanecer tanto tempo desconhecidos pelas autoridades, trata-se de um grupo profissional e que sabe o que está fazendo.
2 - Quando alguns órgãos de imprensa tentaram entrar em contato com "mentores" do grupo, receberam uma ou duas missões, e logo foram descartados e nunca mais respondidos. O que pode significar que eles sabem identificar possíveis vítimas potenciais e sabem descartar aqueles que não servem ou que podem colocar em risco seu trabalho.
3 - Eles ameaçavam jovens que tentavam desistir, roubando informações dos próprios computadores das vítimas ou usando a própria Internet para buscar informações sobre a vítima. Eles através da rede social descobriam nomes de pais, irmãos, etc. e depois através de páginas como SPC, SERASA, Receita Federal, ( ou os órgãos equivalentes em outros países ), para chantagear as vítimas.
Estes são fatos a serem pensados e estudados.
 
FENÔMENO NO BRASIL
Infelizmente no Brasil um número enorme de pessoas vive na crença de que toda e qualquer situação se resolve com uma "frase forte e de efeito".
No caso em questão, quando se questiona o assunto de suicídio entre adolescentes, geralmente ouvimos: falta de apanhar, modinha, os jovens de hoje não querem saber de nada, mata-se quem quer, etc. É mais fácil dizer uma "verdade" fácil, do que encarar o assunto.

Tomemos um exemplo: se uma mãe sofre de depressão pós-parto e atenta contra a vida da criança ou contra a sua própria, o que você diria?
Que a depressão é um caso perigoso e deve ser diagnosticado e tratado, ou que a mãe não passa de uma "à toa" que se não queria filho por que engravidou?

Se um idoso é abandonado por seu filhos, filhas, noras, genros, netos e passa a morar vários anos sozinho, e acaba se matando enforcado, você diria que ele não aguentou a rejeição e depressão, ou diria de imediato "esse devia ser tão ruim que nem a família queria saber dele".

Cada caso tem sua particularidade, porque cada ser humano é um indivíduo único em meio a milhões e milhões de iguais.

Mas quando se trata de um jovem, jamais se importamos se ele demonstra isolamento social, tem poucos amigos, se sente diferente ou inferior aos seus colegas de escola, se prefere ficar sozinho em seu quarto ao invés de estar com seus amigos ou familiares. Resolvemos a questão com: "também, ficava jogando esse jogo violento, por isso fez essa bobagem".
E isto passa a ser uma verdade, mesmo que a estatística aponte que um número insignificante de jogadores de Doom saiam por ai matando ou cometendo suicídio. Você já resolveu a questão, se refugiando no seu mundo maravilhoso de frases fortes.

No fundo, nenhum pai gosta de encarar o fato de que seu filho possa não ser "normal", e que precise de um psicólogo ou psiquiatra.
Eles preferem dizer: isso é coisa de jovem, já passei por isso.
MAS NÃO! Nunca passou. Sequer sabe pelo que este jovem está passando.

Eu poderia ficar a vida inteira tentando escrever aqui, fatos, números, estatísticas que podem fundamentar o que estou tentando dizer, mas de nada adiantaria.

Alguns vão ler e chamar esse texto de "conversa fiada" e dirão que no tempo deles resolvia-se com uma surra ao invés de um psicólogo.

E é por isso que termino apenas dizendo:

É por isso que hoje seus filhos estão morrendo dentro de casa.

Porque você teve de seus pais disciplina, carinho, firmeza, orientação, auxílio, mas agora simplesmente na hora de repassar tudo isso ao seu filho, você prefere ao invés de ser pai e assumir suas responsabilidades, se refugiar na sua "frase forte":
No meu tempo eu resolveria com uma surra!

A culpa não é do jovem que não se interessa por nada.

A culpa é nossa, que não soube criar os filhos, o que não se importou com eles e agora se esconde da responsabilidade dizendo: eu não fui criado assim.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Veja aqui as Propostas de Jair Bolçonário para 2018

As eleições de 2018 estão muito próximas e resolvemos trazer aqui, em primeira mão, as propostas de Jair Bolçonário para a presidência da república.
Uma série de temas foram apresentados e respondidos pelo candidato favorito dos nazistas morenos e pardos, e dos paulistas que tem raivinha de pessoas de outros estados.
EDUCAÇÃO
Proponho acabar com história, filosofia, sociologia e outros temas esquerdistas. Temos de ensinar hinos e brasões, ordem unida. Nada de inclusão. Aquele que não for homem o suficiente para aguentar os estudos, que levem para casa.
O currículo escolar das meninas tem de ser reduzido, pois sabemos que as mulheres tem menor potencial intelectual, inerente ao seu sexo.
SAÚDE
Se as pessoas parassem de fazer sexo com pessoas do mesmo sexo, já diminuiria muito o número de doenças.
As mães que tiverem filhos, devem ter condições de pagar por pediatras, afinal, já é fornecido camisinha pelos esquerdistas de plantão, não é mesmo?
Castração química para estuprador, mas só se ficar realmente provado que a mulher não provocou o estupro, andando por lugares como vias públicas, por exemplo, em horários tardios. Se a faculdade termina a aula muito tarde, não faça. Vá aprender a cozinhar marmelo ou fazer crochê como a minha avó fazia e nunca foi estuprada.
SEGURANÇA PÚBLICA
Arma nas mãos do povo. Cada um deve ter o direito de defender o que acha certo. Se uma dona de casa tiver uma arma em casa, ela mesma pode matar o estuprador. Claro, se ela não o provocou e o induziu ao crime com seu comportamento leviano.
Se os menores da periferia forem mantidos na periferia, também contribui, e muito com a diminuição da criminalidade. Eles querem fazer o que fora de seus bairros? Já há campinhos de terra por lá, para que quererem frequentar Shoppings? Culpa dessa mentalidade comunista de que qualquer um tem direito as coisas.
ECONOMIA
Acabar com o Mercosul, pois não podemos fazer negócios com comunistas. Devemos comercializar o máximo possível com os EUA, e os países que os EUA recomendam.
Diminuir o estado, não criando burocracia para o empresário na hora de demitir e empregar.
Sem sindicalismo e leis trabalhistas, o empresário teria mais liberdade para poder negociar com o trabalhador. Aquele que precisa de cota ou ajuda financeira, é porque no fundo não quer trabalhar.
PREVIDÊNCIA
O Brasil é um país mal-acostumado. Pessoas andam aposentando com menos de 70 anos, sem ter contribuído em nada para o crescimento do país. Apenas os militares realmente trabalham neste país. Devemos criar um sistema que impossibilite pessoas aposentarem sem antes ter no mínimo contribuído com a Previdência.
Sobre as pensões especiais de filhas e viúvas de militares, é indiscutível. Elas merecem receber, porque seus esposos ou pais prestaram serviços importantes ao país. Ao contrário destes funcionários públicos esquerdistas que oneram as folhas dos estados e municípios e não trabalham.
Doentes que tem família, nem deveriam ter esse direito, pois já usufruem do SUS, mas não querem trabalhar.
DROGAS E ABORTO
Drogado bom, é drogado morto. E a família é que deveria indenizar o estado pelo prejuízo de ter colocado um drogado no mundo.
Se a mulher é dona do próprio corpo, como alegam as que querem ter direito ao aborto, deveriam então cuidar de pagar pela saúde, ao invés de usarem o SUS. Aborto só em caso de estupro, se for provado que a causadora do fato não foi a própria mulher. E em casos de gravidez de risco, pois se vier a nascer um deficiente, gerará gastos ao estado, e não servirá nem mesmo ao serviço militar obrigatório.
INFRAESTRUTURA E ENERGIA
Existe uma grande ilusão no Brasil, que é a de que podemos integrar todos os estados. Aí eu pergunto: Para que criar infraestrutura de primeiro mundo no Nordeste onde ninguém quer trabalhar? Onde só querem viver de bolsa família?
Enquanto isso as Forças Armadas estão sucateadas. Os únicos patriotas que realmente trabalham no Brasil, tem de trabalhar sem condições de exercer seu patriotismo. Lamentável.
RELAÇÕES EXTERIORES
Comunistas e socialistas serão declarados inimigos da nação. Precisamos fortalecer nossa relação com os EUA e fechar nossas fronteiras aos vizinhos comunistas. China e Rússia compram muito do Brasil? Sim, mas como influenciam negativamente nosso povo, não devemos ter relação com esses países. Tenho certeza que os patriotas que vestem verde e amarelo, aceitariam algumas regras americanas de comércio para se livrar desse mercado nefasto.
DÍVIDAS DOS ESTADOS
A solução mais eficiente é simplesmente congelar os reajustes dos salários dos servidores e diminuir os gastos dos estados. Se ao menos eles trabalhassem como os militares...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se o Brasil quer voltar a ser uma pátria verde e amarela, precisamos armar nossos cidadãos de bem, para acabar com os comunistas e bandidos deste país.
Se eleito, vou colocar além dos militares no comando do país, também homens como Silas Malafaia que é honesto, íntegro e contra a esquerdopatia que assola a mentalidade das pessoas.
Nada de direitos especiais para homem que tem dúvida do que é, e tenta ir contra a natureza dos fatos.
Homem é homem, mulher é mulher, o resto é comunista e bandido.
Fim de bolsas para esquerdistas e nordestinos preguiçosos, e mais condições de trabalho aos militares.
Fora com as imagens em locais públicos. Idolatria pode acabar levando as pessoas a passar a adorar ícones do comunismo e líderes socialistas. Você sabe, catolicismo e comunismo é quase a mesma coisa, pois o Papa Francisco vez ou outra fala bem dessas republiquetas socialistas e por isso devemos tomar cuidado com ele.
Vou acabar com os partidos de esquerda e vou implantar apenas partidos ligados a homens evangélicos, como Malafaia. O resto pode ir embora do país.
Para o Brasil voltar a dar orgulho, aos verdadeiros patriotas.

terça-feira, 22 de março de 2016

Entrevista com Jéssica Tainara

Continuando com a nossa série de entrevistas, trazemos para nossas páginas Jéssica Tainara, que é acadêmica do curso de pedagogia.
Ela é estagiária em uma escola municipal, e já encara na prática alguns dos desafios da futura profissão.
Nesta entrevista, tocamos em pontos considerados polêmicos nos dias atuais, como por exemplo a religião em confronto com a profissão.
Boa leitura:
1 – Nesta situação atual, onde as pessoas criticam tanto a educação, porque escolher esta profissão de pedagoga?

 Por que acredito que é uma maneira viável para contribuir na construção de um país melhor.

2 – Você acha que a sua relação com a sua religião ajudou a escolher essa profissão?

Sim,me tornei catequista aos 14 anos e acho que isso influenciou muito na minha decisão.

3 – Está na moda hoje dizer que o estado é laico. Você não teme ser discriminada no seu trabalho justamente por ser religiosa?

Sim,temo muito isso,mas acredito que mantendo uma linha de trabalho laica agradarei ao Estado.

4 – Você prefere atuar com crianças na idade de formação, com crianças portadoras de necessidades especiais, ou jovens e adultos?

Prefiro atuar com crianças ou com alunos com deficiência, também atuaria com adultos caso me fosse necessário, só não daria aula para jovens, pois a minha formação não me permite e não me identifico com essa faixa etária.

5 – Existem empresas hoje que usa o pedagogo para treinamento e desenvolvimento de pessoal. Você pensa em arriscar este caminho, ou prefere a área da educação?

Por enquanto,prefiro a área da educação devido aos meus ideais, mas ninguém sabe o dia de amanhã. Então posso mudar de opinião com o tempo.



6 – Algumas famílias são conservadoras, porém existem as que são mais liberais sobre a questão da homossexualidade.  Como lidar hoje com a questão da sexualidade na escola, sem correr risco de desagradar uma ou outra?

Essa é uma das grandes dificuldades da educação contemporânea. Mas, segundo o que aprendi o professor deve explicar sobre todos os tipos de família e perguntar como é a família de cada um de seus alunos sem expor sua opinião pessoal sobre o que acha certo ou errado. Existem livros infantis que falam sobre as novas concepções de família, são ideais para se trabalhar na educação infantil.

7 – Existem igrejas hoje que mais parecem boates, com jogos de luz, e shows musicais. Você acredita que os jovens hoje estão buscando a igreja simplesmente pelo fato de a igreja ter criado movimentos carismáticos que mais lembram o mundo?

Os jovens buscam aquilo que acham legal e atrativo aos seus olhos. As igrejas procuram com as cristo-tecas chamar a atenção dos jovens e atrai-los para a igreja. Porém, o foco da igreja é Deus, o evangelho e a fé  e  em alguns casos infelizmente as igrejas estão tão preocupadas em atrair os jovens que acabam perdendo foco em Deus e no evangelho, nesses casos elas acabam virando apenas baladas com musicas gospel.

8 – Como você consegue tempo para igreja, família, trabalho e faculdade?

Tenho uma rotina muito corrida, acabo me cansando bastante e as vezes ficando estressada, mas tenho uma agenda onde anoto TODOS os meus compromissos como por exemplo: tempo com a família, ver namorado, trabalhar, ir na igreja, ir na faculdade,estudar...
Também anoto na minha agenda meus horários de lazer, momentos em que vejo meus amigos, minhas contas. Nos compromissos que cumpri e nas contas pagas desenho carinhas felizes😁 ou o sinal  de certo e nos compromissos não compridos e nas contas não pagas marco um X ou uma carinha triste😑. Dessa forma consigo dar conta de tudo e não momentos que acho que não vou dar conta peço a Deus sabedoria para priorizar o que é mais importante para a minha vida naquele momento.

9 – Mesmo com tanta tecnologia hoje em favor da informação e da educação, o que mais vemos são jovens desregrados que beiram a marginalidade. Você acredita a causa disso pode ser um afastamento das pessoas em relação a Deus?

Como educadora acho que o que falta para estes jovens é estrutura familiar ou seja uma família que lhes de amor, como membro da sociedade, resumo que falta amor na vida deses jovens e como cristã digo que falta Deus, pois ele é o amor. Não estou querendo criticar nenhuma religião ou quem não possui religião,,pois acredito que todos que vivem e propagam o amor, estão vivendo e propagando Deus, mesmo que não acreditem nele e que não o queiram na sua vida.

10 – O que você quer para o futuro dos seus filhos?

 Eu quero que meus filhos possam viver em um mundo em que hajam muitos recursos naturais, num mundo onde haja amor, ou seja em um mundo onde o ser humano se preocupa com o outro e não só com ele mesmo. 
Esta foi a entrevista com Jéssica Tainara, nossa futura pedagoga.
Até a próxima.