Sobra-lhe a criatividade proveniente das classes oprimidas, falta-lhe os recursos suprimidos pela classe opressora.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
Renato Aragão 90
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
A Guerra do Paraguai nunca acabou
domingo, 8 de outubro de 2023
Palestina livre
Tchau, Árvore
terça-feira, 19 de setembro de 2023
Felipe Massa em Cheque
sexta-feira, 8 de setembro de 2023
System of a Down
O Apocalipse Real e Atual
"Father, into your hands I commend my spirit..." (CHOP SUEY; System of a Down, 2001)
Vivemos num caos, onde num mesmo perímetro assisto uma pregação de um grupo neo-pentecostal enquanto metros a frente vejo um pitbull agonizando em estado pré-letal.
Vivemos no total abandono social e racial, onde quanto mais se alarma mais se vocifera o ódio com a certeza absoluta da impunidade.
Vivemos no completo descaso público da inversão moral, onde vemos pessoas clamando por um prato de comida e um teto pra dormir com dignidade. Em vão.
Vivemos no senso crítico da maldade gratuita, com pseudo-influenciadores destilando hostilidade com pessoas aleatórias na mais absoluta certeza da viralização virtual.
Vivemos no completo desânimo da pirâmide psico-social; com vertentes de ideias ressurgindo das margens do esgoto urbano. E o pior, angariando mais seguidores para o rito apocalíptico.
Vivemos...
TEXTO DE:
Thiago Muniz
terça-feira, 15 de agosto de 2023
Ali-Neymar e os 40 parças
sábado, 5 de agosto de 2023
Marlene Matos e Xuxa
terça-feira, 20 de junho de 2023
Uma Canção para Tom Waits
Quem tem paz? É difícil demais. Nesta noite gelada, de muito sofrimento no Rio, um cobertor pode salvar uma vida. Um chocolate quente. Um prato de boa sopa. Uma roupa digna. Tudo isso falta e deveria ser indigno achar isso normal, mas muitos o fazem por meio de um procurador: Deus.
Deus quis assim, Deus quer assado.
É uma farsa e uma covardia atribuir a Deus a escrotidão dos seres humanos.
Mas seguimos assim. Eu, por exemplo, nunca tive paz por mais de uma semana: sempre houve problemas feito cordas em meu pescoço, os mais diversos, então cheguei aqui meio sem planos ou rumo, perdido na multidão, sem pai nem mãe.
Além de tudo eu sou vítima da gordofobia, taquepariu: logo eu, que joguei muita bola na praia, que treinei tanto para a São Silvestre na madrugada, fiquei gordo demais. E sempre que posso eu como mesmo, porque já vi muitos sanduíches e salgados na vida que não pude comer, ora por estar duro, ora por precisar economizar, ora para sustentar minha família.
Então agora que eu ando no fio da navalha, se puder como bastante. E daí que fiquei gordo?
Ninguém precisa gostar de mim, nem do meu corpo: quem fazia isso foi embora ou já morreu! Mas minha barriga não importa, eu quero falar que ainda sonho com uma semana de paz antes de morrer, um mês, já pensou um ano? A paz.
Paz. Ter onde morar, ter comida, algumas roupas razoáveis, os livros, os cds, os botões e um smartphone com wi-fi é o que basta.
Tanto faz o lugar: eu nunca mais vou voltar para casa como gostaria, qualquer casa serve. Queria paz. Andar na rua e ver as pessoas em paz, com algum conforto. Entrar na fila do restaurante e fazer meu prato em paz. Comer, pagar, caminhar e passear numa tarde de paz.
Admirar respeitosamente a beleza de uma garota que passa em paz. Ver lojas abertas com pessoas trabalhando tranquilamente. Carros passando sem se fecharem como se quisessem trocar socos. As calçadas limpas, sem sofrimento debaixo das marquises. As crianças passando tranquilas.
A paz é a grande fortuna e não é preciso ser milionário para tê-la, mas é impossível tê-la passando fome, miséria, dor, doença e violência.
A paz chama abraços e sorrisos, tudo ao contrário dessa cidade cabisbaixa, cheia de silêncios e desertos urbanos. Não existe paz com abandono. Não existe paz com falsidade.
Quem tem paz? É difícil demais. Nesta noite gelada, de muito sofrimento no Rio, a paz é escassa demais. Hoje um homem chorou sua jovem esposa morta pela polícia. Hoje traficantes e milicianos estupraram, agrediram e mataram.
Hoje há bêbados e crackers miseráveis esperando a morte chegar nas ruas e ela, tão filhadaput@, demora a vir para que sofram mais.
Hoje eu tenho dor e desespero, mas não há nada a ser feito porque todas as poucas pessoas que eram tão minhas estão longe ou completamente mortas, mortas, mesmo que eu pense nelas o tempo inteiro.
Então escrevo para aliviar minha dor infinita, para suportar melhor a estadia neste lugar estranho e hostil, enquanto sonho com o impossível: um ano de paz, algo que nunca tive nem nos melhores momentos de minha vida.
E quem tem a verdadeira paz? Quem finge tê-la? Quem confunde paz com felicidade?
Esta é uma segunda-feira gelada no Rio, uma cidade de silêncios, desertos urbanos, opressão, miséria e crimes pavorosos.
Quem será que se preocupa com isso? Ninguém, meu senhor, é cada um por si e Deus está do lado de quem vai vencer.
A cidade não tem paz, é que as pessoas não têm paz nem quando na TV Chaka Khan canta Joni Mitchell.
Nem Chico Buarque tem paz.
O Fluminense não tem paz, senhor. Imagine os humilhados na linha de trem do Jacarezinho.
Imagine o breu profundo da Automóvel Clube toda escura, com um camburão nas sombras.
Imagine a garotinha procurando comida na lata de lixo.
Há paz ou vivemos uma grande farsa protegida pela nossa escrotidão e egoísmo? Isso é voluntarismo, filhadaput@? Não. É dignidade, caráter, amor ao próximo, tudo que é tão desprezado nessa máquina de moer carne chamada sociedade de consumo.
Agora vou descansar. Eu não conheço a paz e a espero, nem que seja pelo gracioso beijo da morte. Tudo é inútil.
*Contém citação de "O senhor da guerra", Renato Russo.
**Literatura não precisa ser autobiografia.
***Em vez de escrever "fique bem" ou "se cuida", é mais útil comprar meu livro novo.
sábado, 17 de junho de 2023
A Cúpula do Golpe Tabajara
sexta-feira, 28 de abril de 2023
Decadence sans elegance
Estarão os amantes (eu sou um deles) das músicas do Lobão dizendo que eu errei no titulo deste texto.
Afinal de contas, o nome da canção é “Decadence avec elegance”, que na tradução significa decadência com elegância.
O problema senhores é que o Fluminense incomoda.
Se sempre importunou a torcida arco-íris (criada em 1976, por ocasião do nosso jogo contra o Corinthians – jamais foi invasão) mesmo nos tempos de vacas magras, imagina agora que acaba de conquistar o bicampeonato carioca, que está voando na Copa do Brasil e na Libertadores, jogando não só o melhor futebol do Brasil na atualidade. Arrisco inclusive a dizer que, nos dias que correm, poucas equipes do mundo tem a organização e o volume de jogo do Tricolor.
Ora senhores, somos motivos de inveja.
E nesta semana, a ciumeira tem nome próprio: os torcedores (órfãos do euriquismo) do decadente Clube de REGATAS Vasco da Gama.
Isso é fato!
Começando pelo Jornalista Fábio de Azevedo, Professor Universitário, mentiroso que nos acusa de racismo. Pobre rapaz (que já alimentou a sua família graças ao dinheiro que ganhava quanto trabalhou na assessoria de imprensa do Fluminense)!
Como bem defini, um bobo que cuspiu no prato que comeu. Recebeu algumas aulas de História (uma delas de minha parte) que abriram os seus olhos para que clube realmente abraçou o Nazismo através de uma torcida organizada e o Fascismo – basta entender o que acontecia no Distrito Federal, nos anos 1930 e 1940.
Por outro lado eis que surge a figura do Engenheiro de Produção, Rony Meisler, CEO da Reserva, marca de roupas, que também nos acusou de racismo. Deu um chute na própria cabeça e um tiro no saco. De saída, perdeu o contrato que tinha com o Tricolor das Laranjeiras. Outro desinformado ou outro mal intencionado ou outro invejoso ou todas as respostas anteriores.
E me perdoem a piada, mas o CEO não serviu nem para ficar na RESERVA.
Mas o que está acontecendo com os vascaínos?
Tanto lhes incomoda o sucesso do Fluminense?
E para culminar hoje aparece o iluminado Fernando Lira, vulgo Zé Colmeia, figurinha carimbada como parça do Romário no início deste século. Para quem não sabe o significado de parça, eu explico: não passa de um bajulador, pessoa sem estofo e sem conteúdo.
Hoje, esse “inteligente cidadão” gravou um vídeo (produziu e divulgou prova material contra si) ameaçando de forma violenta a torcida do Fluminense, por causa da carga de ingressos que o Clube de REGATAS Vasco da Gama receberá para a partida do próximo dia 6 de maio, em que o Tricolor será o mandante. Alerta e prega o elemento que para que o jogo do 2º turno, se implante o terror contra os nossos torcedores na Barreira do Vasco, dizendo que “o terror começa na Cancela”.
O dia em que tamanho for documento, ser humano não corre de barata. Quem milita no meio dos movimentos organizados sabe que esse Zé Colmeia tem menos atitude do que qualquer Catatau.
Conclusão: No final da tarde o Clube de REGATAS Vasco da Gama, lança uma emotiva nota, onde literalmente pede arrego e exalta a paz no futebol.
Portanto meu caro João Luiz Woerdenbag Filho (esse é o nome do cantor Lobão), perdoe-me a ousadia, mas no caso do Clube de REGATAS Vasco da Gama a melhor definição é: “Decadence sans elegance”...
Ou seja:
DECADÊNCIA SEM ELEGÂNCIA!!!
No mais meus caros Fábio Azevedo, Rony Meisler e Zé Colmeia, fica o conselho:
FAÇAM O L.
quinta-feira, 6 de abril de 2023
Que Horas Ela Volta?
É recorrente ouvir que a empregada é “parte da família”, depois de tantos anos convivendo e criando os filhos dos patrões. Entretanto, quando as relações extrapolam os vínculos empregatícios o posicionamento do patrão sobre “quem dá ordens” e “quem recebe ordens” é bem claro.
Essa construção socioespacial da casa burguesa está intimamente relacionada às barreiras e divisões sociais, sendo desde sempre setorizada em área social, íntima e de serviço. A área social é destinada aos moradores e às visitas, enquanto a área íntima é o espaço privativo dos moradores, por onde os empregados circulam somente para servir e limpar. Na área de serviço estão todos os ambientes que garantem que a casa funcione: cozinha, lavanderia, estendal e o dormitório de empregados.
A luta do nordestino por um espaço, seja na cidade, na casa ou no ensino superior, é representada pela personagem de Jéssica de maneira muito assertiva: ao aceitar os convites para ocupar o quarto de hóspedes e se sentar na mesa de jantar na casa dos patrões da mãe; o foco para conseguir uma vaga na FAU-USP, um curso extremamente elitizado; até o enfrentamento aos mandos da patroa.
Um fluxo contrário aos processos de gentrificação, apresentado no enredo pelo exemplo de reestruturação do Largo da Batata, uma região historicamente marcada pela dinâmica comercial de famílias nordestinas que, após a “revitalização” da região, são expulsas para a periferia, onde os recursos são escassos, as condições de moradia são precárias e o acesso ao trabalho exige horas de deslocamento.
Com a luta pelo direito das trabalhadoras, que culmina na sanção da PEC das domésticas em 2015, a classe média é obrigada a se adequar aos novos tempos – a partir de então, ter uma empregada doméstica diariamente ficou inacessível para esse público e é mais frequente que contratem o serviço alguns dias por semana.
Assim, o “quartinho da empregada” fica cada vez mais raro no programa da casa brasileira, embora ainda faça parte das casas e apartamentos de alto luxo, para gente que acha fundamental ser servido 24h, em condições deploráveis: mal iluminado, mal ventilado, disfarçado de depósito para fins de aprovação do imóvel.
"Que horas ela volta?” é um resumo da complexa dinâmica vida social brasileira ao longo do território, seja no âmbito da casa ou da cidade. Assistir ao filme é sempre um convite à reflexão!
TEXTO:
Thiago Muniz
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Ainda Vale a Pena
![]() |
(Na foto, Falcão, Luís Pereira e Juari. Presentes da minha mãe em 1979, com seu salário de manicure). |
Neste momento milhões de brasileiros estão tendo aquela que pode ser a sua única alegria do dia. A maioria do povo, aliás.
É impossível não torcer por eles e por mim mesmo, porque também sou um homem pobre, mais perto do fim do que do começo e também choro sempre. Tenho muitos motivos para isso, mas o principal deles é que não sou um escroque que só pensa em si. E qualquer pessoa que se preocupe com o próximo no Brasil acaba chorando.
No meio do caminho, tem os estudantes fuzilados, a moça que vai comprar uma roupa e some, os policiais assassinados, o desemprego, a fome, o caos. Está tudo na rua de qualquer grande cidade, só não vê quem enxerga com olhar hipócrita.
E por uma hora e meia o Brasil tem praticamente um cessar-fogo. Eu tenho um cessar-fogo no meu peito triste e doente.
Em 1970 eu era um bebê em casa e meus pais choravam porque meu tio estava preso, tomando porrada da ditadura num prédio que fica a 200 metros da minha casa.
Em 1978 eu saí à rua para pagar a mensalidade da escola no intervalo de Brasil x Argentina, na casa da diretora reaça. Uma chuva de papel picado na rua, linda.
Em 1982, andei com meus amigos pelas ruas desertas de Copacabana até a Lagoa, para jogar bola depois dos 3 a 2 da Itália. A bola caiu na Lagoa, sumiu rapidinho e voltamos desolados. Não havia um carro na rua.
Em 1990 a gente estava na casa do Luizinho. Nosso Xuru xingando o mundo inteiro depois do gol de Caniggia. A final de 1994 eu ouvi pelo rádio sozinho: não tinha dinheiro nem TV, no máximo esperança no futuro.
Em 1998, 2002 e 2006 em casa, com minha família. Foram tempos felizes. A de 2010 foi no trabalho - um jogo foi especial, já escrevi sobre isso. Em 2014, a festa foi bonita demais, apesar do desastre no campo: dava uma sensação de pertencimento ao país vendo as ruas, as gentes.
Agora, do jeito que dá, o futebol é algum bálsamo. A turma no botequim humílimo chorando - sim - com o golaço de CR7 no empate com a Espanha. Todo mundo vibrando com a Islândia contra a Argentina. E daí que a Coreia estava eliminada? O resultado aí está.
Eu não tenho compromisso algum com dirigentes corruptos, empresários de jogadores, jogadores deslumbrados, jornalistas pernósticos e prepotentes - que todos se explodam. O meu compromisso é com o gol, com o garoto do Alemão e sua camisa escrita a caneta, com os abraços, com a solidariedade, com os botões de panelinha, com a saudade da minha família. Se existe lama no futebol - e como há! -, a culpa não é dele mas sim de quem o controla ou tenta controlar - geralmente são os mesmos, que ninguém se iluda.
O mundo já está cheio de gente querendo decidir o que se pode ou não, mas que mal sabe de si mesma. O que eu quero é só uma horinha de alegria entre as lágrimas diárias. Penso nos ambulantes sorrindo agora, os trabalhadores humildes, os garotos sonhando em fazer um gol numa Copa. Eu já fui um garoto e sei bem o valor disso.
A Seleção venceu. Pode ter sido o penúltimo passo, pode ter sido o terceiro rumo ao hexa, pode ser qualquer coisa. Não importa: houve uma pequena felicidade, especialmente para quem quase nunca a tem. É como o amor, que vence até quando fracassa, pelo simples existir.
Ainda vale a pena.
EDTE TEXTO PERTENCE AO ESCRITOR PAULO-ROBERTO ANDEL
sábado, 30 de dezembro de 2017
Fim de Ano do Futebol Brasileiro
Todo ano eu me pergunto em dezembro onde estavam nos útlimos anos e eleições os clubes que hoje se lamentam pelo calendário.
Todo ano eu tento entender como 10 clubes podem achar ruim a cota de TV e só 2 estarem felizes sendo que 10 podem fazer um campeonato e 2 não.
Todo ano eu tento entender porque o torcedor é tão facilmente manipulado pela mídia que odeia a CBF e não percebe que tudo que está lá é meramente a representação oficial autorizada do SEU clube.
Há meses a CBF não tem presidente que possa sair do país. Algum clube foi lá cobrar da entidade o afastamento dele? Que houvesse nova eleição? Que algo fosse feito pela representação dos clubes?
Não.
Houve algum movimento entre os clubes para que a eleição na CBF seja ANTECIPADA após a suspensão do presidente? Não. Ela será ADIADA para que ele esteja de volta ao cenário político.
Nos últimos anos qualquer analfabeto entendeu que o sistema de corrupção, má gestão e favores do governo só existe porque é sustentado de baixo pra cima. Não notaram que o futebol brasileiro tem um sistema político muito parecido e, portanto, tem muita gente muda porque está feliz.
Seu clube, seja ele qual for, é cúmplice e hoje um dos mais covardes pilares do futebol brasileiro. Se há 12 "grandes" que se quiserem mudam tudo, sabemos de quem são. E eles não estão muito preocupados com nada disso, apenas com qual jogador vão tirar do rival via liminar, ou talvez como vão eleger alguem mais próximo desse ou daquele dirigente. Ou também, "pra que se indispor com o presidente e amanhã ter um pênalti não marcado?", como ouvi outro dia.
Não querem mudar. Não vão mudar.
A CBF passou pelo ano todo esperando uma atitude de fora pra dentro que pudesse intervir no absurdo que é ter um presidente que não pode exercer suas funções em sua totalidade e nem ter a dignidade de pedir pra sair enquanto nota ser um atraso pro futebol brasileiro.
Ninguém se mexeu. Nenhuma federação ou clube tentou mudar isso ou protestar contra o cenário.
E você realmente acha que seu clube é "vítima" de qualquer calendário, receita de TV, regras do jogo ou politicagem do futebol brasileiro?
Então tá.
abs,
RicaPerrone
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Nem Todo Maduro Tem Maturidade
Tudo depende da forma com que analisamos uma pessoa.
A idade cronológica mostra por quanto tempo você habita a Terra, desde o dia do seu nascimento.
A idade biológica é a idade do sistema do seu corpo. Algumas pessoas maltratam tanto o corpo, que mesmo sendo jovens cronologicamente, parecem ter uma idade biológica avançada.
Eu mesmo já conheci jovens que de tanto fumar e beber, aparentam ter o dobro da idade. Isso porque seu organismo já está desgastado.
A idade social é a relação entre a capacidade de uma pessoa se adequar ao que se "espera" de sua idade.
Esse é o caso terrível, por exemplo, daquela senhora que tem 70 anos mas quer se vestir como uma menina de 20. Ou aquele senhor de 60 anos que quer paquerar garotinhas do ensino médio.
A idade psicológica é uma linha tênue entre todas as idades que eu citei acima.
Um jovem por exemplo pode se dar ao luxo da máxima "viva o momento".
Ele pode se dar ao capricho de viver o hoje com absoluta intensidade, sem se preocupar com as consequências posteriores.
Já os mais velhos, passam a ver a vida pelo aspecto do "quantos anos me restam", e ele passa a olhar para si mesmo de forma mais retrospectiva, analisando o que já fez no passado e pesando as consequências que isso acarretou.
Aliás, adora sempre revelar aos outros o quanto aprendeu na vida e adora dar conselhos que ele mesmo nunca seguiu.
Levando tudo isso em conta podemos concluir que maturidade é a capacidade de um ser humano lidar com as várias etapas de sua vida. Conseguindo conciliar as suas idades.
Isso sem nenhum conceito científico, porque não sou cientista, só estou discorrendo sobre uma loucura da minha cabeça.
Por isso existem muitas pessoas maduras que não tem maturidade.
Agem como crianças mimadas diante das situações diárias.
Não conseguem superar adversidades, querem ser bajuladas e mimadas o tempo todo.
Se magoam por qualquer besteira.
Portam-se como imbecis em relação a outras pessoas que pensem diferente ou que não concordem com alguma coisinha mínima.
Pessoas assim, traem, mentem, se fazem de vítima, e nunca conseguem mudar seu comportamento répobro.
Em geral são maldizentes, depressivos, caluniosos, encrenqueiros, malquerente, etc.
São, no melhor sentido da palavra: imaturos.
Destes é melhor manter distância.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Baleia Azul - O Jogo que Ninguém Ainda Entendeu
Tomemos um exemplo: se uma mãe sofre de depressão pós-parto e atenta contra a vida da criança ou contra a sua própria, o que você diria?
Que a depressão é um caso perigoso e deve ser diagnosticado e tratado, ou que a mãe não passa de uma "à toa" que se não queria filho por que engravidou?
Se um idoso é abandonado por seu filhos, filhas, noras, genros, netos e passa a morar vários anos sozinho, e acaba se matando enforcado, você diria que ele não aguentou a rejeição e depressão, ou diria de imediato "esse devia ser tão ruim que nem a família queria saber dele".
Cada caso tem sua particularidade, porque cada ser humano é um indivíduo único em meio a milhões e milhões de iguais.
Mas quando se trata de um jovem, jamais se importamos se ele demonstra isolamento social, tem poucos amigos, se sente diferente ou inferior aos seus colegas de escola, se prefere ficar sozinho em seu quarto ao invés de estar com seus amigos ou familiares. Resolvemos a questão com: "também, ficava jogando esse jogo violento, por isso fez essa bobagem".
E isto passa a ser uma verdade, mesmo que a estatística aponte que um número insignificante de jogadores de Doom saiam por ai matando ou cometendo suicídio. Você já resolveu a questão, se refugiando no seu mundo maravilhoso de frases fortes.
No fundo, nenhum pai gosta de encarar o fato de que seu filho possa não ser "normal", e que precise de um psicólogo ou psiquiatra.
Eles preferem dizer: isso é coisa de jovem, já passei por isso.
MAS NÃO! Nunca passou. Sequer sabe pelo que este jovem está passando.
Eu poderia ficar a vida inteira tentando escrever aqui, fatos, números, estatísticas que podem fundamentar o que estou tentando dizer, mas de nada adiantaria.
Alguns vão ler e chamar esse texto de "conversa fiada" e dirão que no tempo deles resolvia-se com uma surra ao invés de um psicólogo.
E é por isso que termino apenas dizendo:
É por isso que hoje seus filhos estão morrendo dentro de casa.
Porque você teve de seus pais disciplina, carinho, firmeza, orientação, auxílio, mas agora simplesmente na hora de repassar tudo isso ao seu filho, você prefere ao invés de ser pai e assumir suas responsabilidades, se refugiar na sua "frase forte":
No meu tempo eu resolveria com uma surra!
A culpa não é do jovem que não se interessa por nada.
A culpa é nossa, que não soube criar os filhos, o que não se importou com eles e agora se esconde da responsabilidade dizendo: eu não fui criado assim.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Entrevista com Abraham Lincoln
![]() |
| Abraham Lincoln |
Porém, a quantidade de informações sobre ele, e sobre todas as pessoas que o cercavam foi tão grande que acabei confessando a uma pessoa:
- Não há a mínima chance de escrever um artigo sobre Lincoln, pois o mínimo que eu poderia fazer era escrever um livro, tamanha a complexidade psicológica dele e de todos os envolvidos nos últimos anos de sua vida.
Mary Todd Lincoln, John Wilkes Booth, William H. Crook, Ward Hill Lamon, Ulysses S. Grant, Edwin Stanton já mereciam um livro cada um, para sermos justos.
Como não me dei por satisfeito, resolvi eu mesmo ir ao encontro do presidente Abraham Lincoln em sua mesa na Casa Branca e entrevistar aquele que seria conhecido como o maior presidente da história dos EUA.
![]() |
Logo após uma reunião entre o presidente e o General Grant, o Coronel Porter, Seward ( filho ), Welles, John P. Usher, McCulloch, Dennison, o procurador Speed e o secretário de guerra Stanton.
E antes que o capelão Neill, fosse expulso por Lincoln de sua sala as 15:00 horas.
Quando estes senhores saíram da sala após a reunião, eu me aproveitei do fato de que a Casa Branca permanecia de forma descuidada, com várias portas abertas, facilitando que uma tropa de caçadores de favor chegassem mesmo até o presidente, e entrei sorrateiramente.
William H. Crook estava acompanhando todos para fora, e permaneceu uma fração de segundo de costas e eu entrei.
![]() |
| Ward Hill Lamon |
- Ora, filho, se é assim que eu devo morrer, vá em frente.
As informações sobre a certeza de Lincoln sobre o fato de que tentariam mata-lo a qualquer momento foram confirmadas.
- De forma alguma, senhor presidente. A única coisa que tenciono matar aqui, é a minha curiosidade.
Ele veio até mim, e deu um forte aperto de mão. Era muito mais alto que eu, e estava sem a cartola, o que para mim era decepcionante.
Expliquei que possuía um Blog, e que na tentativa de escrever sobre ele, não tive outra alternativa a procura-lo pessoalmente.
Ele me ofereceu a cadeira e se sentou do outro lado da mesa, e me fez sinal com a cabeça para que iniciasse a entrevista.
EU: Afinal, qual sua opinião sobre a guerra?
AL: Os dois lados eram contra a guerra, mas um deles preferia fazer guerra a deixar a nação sobreviver e o outro lado aceitou a guerra para não deixar a nação perecer.
EU: De que lado está o senhor?
AL: Os dois lados leem a mesma Bíblia e oram para o mesmo Deus. Eu estou do lado que não ora para Deus ajudar a continuar ganhando o seu pão através do suor de outros.
EU: E sobre a escravidão? Acha que um dia chegará ao fim?
AL: Enquanto eu viver, no meu país ninguém colocará um grilhão na perna ou no braço de nenhum homem por causa da cor de sua pele.
EU: O senhor sabe que mesmo dando a eles a liberdade, não poderá permanecer para sempre como um herói para eles. Eles precisarão encontrar um ícone negro para a sua causa. Isso o incomoda?
AL: Não me importa se um dia não mais se lembrarem de quem eu fui. O tempo mostrará se eu estava certo ou errado. Se o que eu faço agora é errado, nem dez anjos jurando a meu favor, vão mudar isso. Mas se for certo, mesmo que eu seja esquecido, minhas ações permanecerão.
Ele dizia isso tudo, olhando pela janela com uma expressão mista de tristeza e cansaço. Mas sorriu quando fiz minha próxima pergunta.
EU: Stanton te atrapalha muito?
AL: Ele é a rocha onde a arrebentação bate. Acho que nem mesmo eu aguentaria estar no lugar dele durante esta guerra.
EU: Você odeia mais o congresso ou os confederados?
AL: Prefiro um homem que lhe enfrenta cara a cara com uma pistola, do que gente que se esconde em mesas de carvalho.
EU: O que deseja para o futuro dos EUA?
AL: Acabar com a guerra é um começo. Ver todos os homens livres é outro passo. Depois quem sabe voltar a advogar.
EU: A senhora Lincoln concorda com isso?
AL: Claro que não. Mas eu pretendo antes disso, talvez, tirar um tempo e viajar com ela pela Europa, para descansar de tudo isso.
EU: Algum lugar em especial que queira visitar?
AL: Não há nenhum lugar que deseje tanto ver como Jerusalém. Visitar a Terra Santa e ver aqueles lugares santificados pelos passos do Salvador. ( ele repetiu essas palavras para a esposa, foram suas últimas inclusive, antes de ser baleado, e isto foi confirmado pela Srª Lincoln ao pastor Noyes W. Miner em 1882 ).
EU: A Srª Lincoln lhe fornece uma quantidade boa de problemas não é mesmo?
AL: Ela é a melhor mulher de todas. A morte de nosso filho talvez a tenha transtornado a ponto de pensar em coloca-la em um hospício, mas se eu ficasse longe dela, talvez quem ficasse louco fosse eu.
Neste momento, olhando a hora, soube que não poderia falar com ele por mais tempo, e arrisquei uma última pergunta que talvez não devesse.
EU: O senhor conhece um ator chamado J. W. Booth?
AL: Oh, sim, eu o assisti uma vez em 1963, no teatro Ford. Ele estava na peça "The Heart Marble", e me pareceu espetacular no papel. Enviei um convite certa vez para ele vir até a Casa Branca, mas acredito que não tenha chegado até ele.
Naquele momento, tive vontade de dizer-lhe que não deveria ir ao teatro naquela noite, talvez até implorar que permanecesse em casa. Mas eu não podia intervir no destino. Estava fora do meu alcance.
Me despedi dele com outro aperto de mão. Ele me acompanhou até a porta e Crook me olhou desconfiado.
Sai pela rua e vi John F. Parker indo para um bar. Ele chegaria 3 horas atrasado para render Crook aquele dia e deixaria a porta do camarote presidencial para ir beber novamente aquela noite. Meu estomago embrulhou.
Permaneci sentado ali, olhando as pessoas anonimas que em poucas horas iriam estar lotando as ruas em busca de alguma informação sobre o presidente.
Finalmente tomei coragem para ir embora. Eu não poderia estar ali, no momento em que as coisas acontecessem, pois eu não pertencia aquele lugar, nem mesmo aquela época.
Quando subi no meu trem para partir, notei que eram dez horas e sete minutos da noite. Algumas lágrimas nasceram nos meus olhos.
Quando o trem partia devagar pelos trilhos, mesmo que ninguém mais tivesse escutado, eu juro que pude ouvir um som seco como um pequeno saco de papel estourando e dois minutos depois o som de cascos de um cavalo em disparada.
Voltei ao nosso tempo. Nada havia mudado.
A história jamais mudaria, mesmo que nós desejássemos fervorosamente.
Nunca mais eu veria o senhor Abraham Lincoln.
Em vida.
Pois com certeza, quando todos nós houvermos atravessado aquele velho rio e encontrado com nosso Senhor JESUS CRISTO, eu teria prazer em visitar o senhor e a senhora Lincoln.
Se assim me for permitido.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
A Persistência da Violência Contra o Enem na Sociedade Brasileira
Na verdade se fosse limitada toda essa polêmica apenas no tema da redação, eu até poderia ficar sem ser obrigado a postar nada por aqui, mas infelizmente eles romperam as barreiras.
O fato é que surgiu uma questão sobre uma filosofa francesa que eu confesso nunca tinha escutado falar. Sim, acredite, eu não sou tão intelectual quanto pareço, e você pode ver isso pelas minhas postagens desde o nascimento desta página.
Ela um dia falou que "mulher não nasce mulher, mas que a sociedade e todo o blá-blá-blá da sociedade transforma um ser castrado em mulher".
Muitos trogloditas logo acusaram se tratar de uma lésbica maluca que defendia ideias neo-anti-bolsonarianas, mas na verdade esse seu pensamento não se referia exclusivamente a homossexualismo mas realmente a todo esse blá-blá-blá citado acima, e que também não vou ficar aqui enumerando.
Resumindo, quando eu soube que haveria a prova do Enem ( que nem sabia que ia ser feito esse mês ), deitei minha xícara de café com avelã na mesa e disse a minha esposa:
- Qual será a polêmica deste ano neste tal Enem?
A verdade é que sempre desconfiei que existia um grupo anônimo de mal-intencionados que sonham com o fim do Enem.
Se são donos de faculdades, se são os iluminatti, se são até mesmo os klingons, eu não sei.
Somente sei que desde a criação do Enem, houveram roubos de gabaritos, falsificação de provas, escutas eletrônicas, ciborgues realizando provas no lugar de alunos, partos dentro das salas, aparições de fantasmas, abduções alienígenas, ataques zumbis, viagens no tempo, e o Tom Cruise explodindo tudo e dizendo "missão cumprida"...
Diante deste quadro brutal que se repete ano após ano, deixando um legado de memes de alunos ficando do lado de fora do portão, nasce uma questão muito séria e que deve ser respondida pelos especialistas.
Quem sabe esse até não pode ser o tema da redação do Enem 2016?
Então, me digam:
Até quando vai persistir essa violência contra o Enem na sociedade brasileira?
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
De Flu, São Paulo, Fred e Fraternidade
Com exceção do caso 2013, que não vou falar sobre o caso porque envolve o Flamengo do meu irmão e a Portuguesa ( que eu peguei simpatia por causa do time que perdeu a final pro Grêmio, na época do exílio do Flu ).
Mas afinal, onde isso tudo que eu escrevi quer levar?
A um fato que pode parecer irrelevante, mas que para mim tem uma importância enorme.
Vocês lembram que eu falei que na época em que passei a seguir o Flu, ele era o único grande do Rio que não tinha um ídolo?
Você pode até questionar sobre o valor de Super Ézio e Renato Gaúcho, mas a verdade é que ficou no meu inconsciente uma orfandade em relação a Valdir, Romário e Túlio.
Tenho que dizer que larguei o São Paulo de estrelas como Raí e Palhinha e até Juninho Paulista, porque na época de 1995/96, alguns colegas de escola pressionavam sobre o fato de ter dois times, um em cada estado.
E como o São Paulo estava em alta e o Flu, em baixa, e também por causa "das estranhas tabelas que o goleiro Maizena ( América RJ ) fazia com o ataque do Flamengo" como diria o maravilhoso Januário de Oliveira, acabei escolhendo de vez o Flu.
Talvez seja a primeira vez na história da humanidade que um flamenguista acabou ajudando a criar um tricolor.
Faltava alguém para se tornar um tipo como Rogério Ceni era para o São Paulo, ou o Totti era para o Roma, e ainda são...
Então veio a Revolta de 2009!
Neste ano matemáticos, especialistas, jornalistas e até quem não gostava de futebol já dava o Flu como rebaixado ( de novo? ) pelo Brasileirão.
Mas em Março daquele ano, havia chegado ao Fluzão o atacante Fred, vindo do Lyon da França. Ele tinha sido jogador do modesto América MG e do Cruzeiro antes de ir para a França.
Ele veio com grande estardalhaço, mas se machucou e ficou grande parte daquele Brasileirão no estaleiro.
Mas voltou na reta final, como se substituído por um outro Fred.
O Fred do Lyon que havia chegado em Março, havia sido trocado pelo Fred que voltava em Outubro, e foi um dos responsáveis pela maior façanha de um time de futebol do mundo.
No dia 10 de Outubro de 2009, o estádio Bruno José Daniel viu o nascimento de um jogador que se colocaria na posição de tirar a orfandade de mitos do Fluminense.
Entre 10 de Outubro e 6 de dezembro, foram 13 gols em uma sequência de 11 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota.
O time além de permanecer na Série A, ainda foi vice campeão da Copa Sul-Americana.
Depois disso, Fred foi campeão em 2010 e 2012, pelo Flu.
Teve altos e baixos assim como já teve Totti no Roma, e Ceni no São Paulo.
Mas para mim, é sem sombra de dúvidas o maior mito da minha fase Fluminense.
Você pode até dizer que há outros mitos maiores do passado, e tudo o mais, mas precisa entender que eu só fui conhecer mais de perto o Fluminense de 1995 para cá, e por essas razões descritas.
Não fosse a proximidade com meu irmão, não fosse nossas noites de quinta em frente a uma TV velha assistindo os medonhos Flamengo e América ou Fluminense e Bangu, talvez até hoje eu estivesse assistindo o São Paulo de Pato e Ganso.
Só faltou dizer uma coisa: meu irmão e eu nunca conseguimos passar por Tyrog em Cadillacs and Dinosaurs.
Mas um dia ainda acharemos esta máquina e faremos isso.
E que mesmo com parte da torcida ainda torcendo o nariz para ele, que Fred fique muitos e muitos anos no Fluminense.
E que meu irmão e eu tenhamos muitos e muitos reais para comprar fichas o suficiente para vencer o perigoso Tyrog...

.jpeg)


%20(1).jpeg)


.jpeg)


%20(9).jpeg)

























