Mais uma entrevistada chega as nossa páginas para enriquecer nossa série de entrevistas.
Elda Miranda é formada em pedagogia, especializada na área de educação especial desde 2004, e atua na educação municipal de Campo Grande desde 2010. Ela também já atuou na Apae, em Campo Grande.
Ela respondeu a questões ligadas a educação especial, e sua situação nas escolas públicas.
1- Como ter certeza de que um aluno com deficiência está apto a frequentar a escola?
Diante da lei, todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem esse aluno. É dever da escola oferecer uma pessoa para ajudar na área pedagógica APE ( auxiliar pedagógica especializada ).
2- Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala?
De acordo com a lei, devem ser apenas 3 alunos especiais ( acompanhados de APE ) por sala. A lei Nº 8069 garante isso.
3- Quem tem deficiência aprende mesmo?
Sim, com certeza. O professor regente e a APE, devem caminhar juntos, promovendo o avanço e o progresso deste aluno, com ensino cooperativo entre estes dois profissionais, sendo adequadas as atividades propostas, de forma a alcançar o nível de compreensão do aluno.
4- Alunos com deficiência atrapalham a qualidade de ensino em uma turma?
No caso de deficiência de aprendizado, se o aluno tiver o acompanhamento de um professor APE, não atrapalha. Mas se não houver o APE, atrapalha e muito! Pode ocorrer de o professor regente não saiba como proceder, e acaba ignorando o aluno especial. Hoje, sabe-se que que todos aprendem de forma diferente e que uma atenção individual do professor a determinado estudante não prejudica o grupo. Daí a necessidade de se atender a todos de forma igualitária.
5- Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão?
É interessante que todos os funcionários e profissionais, recebam informações básicas sobre como proceder com as pessoas especiais. É importante que todos compreendam que o novo aluno com deficiência é parte integrante da comunidade escolar, precisando ter asseguradas as suas condições de acessibilidade a educação.
6- Como trabalhar com os alunos a chegada de colegas de inclusão?
Sempre envolver o aluno especial nas atividades a serem desenvolvidas, pois o objetivo é inserir este aluno no meio social e incentiva-lo, dando-lhe oportunidades de avançar em sua jornada.
7- Como lidar com a resistência de pais de alunos sem deficiência, em relação a sua presença na mesma sala de seus filhos?
A direção deve sempre abrir um espaço sobre este assunto nas pautas de reuniões, para ter esclarecimentos e informações sobre o assunto da inclusão nas escolas, tem lei para isto e deve ser respeitado o direito de todos.
8- Como lidar com a resistência dos outros alunos à presença do aluno com deficiência na sua sala?
O profissional responsável pela educação especial da escola, deve ser comunicado. E junto a coordenação e direção, conscientizar os demais sobre os direitos deste aluno e mostrar que lei garante ao aluno especial, o direito de estar na mesma escola, sem ser vitima de preconceito.
9- Como é feito para se identificar um aluno com deficiência e se comunicar os pais?
Para quem lida com esta clientela, é fácil identificar certos tipos de comportamentos e características apresentadas durante o período de observação da professora. Deve-se informar a coordenação da educação especial, para serem realizadas avaliações de exames clínicos e pedagógicos. A família será orientada para levar a criança às equipes das unidades especializadas, e seguir as orientações desta equipe. Os resultados já chegam à escola com os devidos laudos e o CID tipificando a deficiência.
10- Como lidar com pais que se recusam a aceitar que seus filhos necessitam de um acompanhamento especial?
A maioria aceita as situações e seguem as orientações destinadas a família. Mas é importante falar com firmeza e ensinar os caminhos para se buscar ajuda. Esclarecendo a essa família a necessidade e a importância de se fazer o tratamento a longo ou curto prazo, dependendo de cada deficiência. É importante a escola dar um suporte e apoio para estas famílias, acompanhamento contínuo e prosseguir o tratamento especializado.
Esta foi a nossa entrevista de hoje. Se você quer aprender um pouco mais sobre os desafios da educação especial, leia a obra Educação Especial e Autismo produzido pela SED de Mato Grosso do Sul.
Você de Campo Grande, pode acessar também:
Semed
Sobra-lhe a criatividade proveniente das classes oprimidas, falta-lhe os recursos suprimidos pela classe opressora.
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quinta-feira, 7 de março de 2019
terça-feira, 22 de março de 2016
Entrevista com Jéssica Tainara
Continuando com a nossa série de entrevistas, trazemos para nossas páginas Jéssica Tainara, que é acadêmica do curso de pedagogia.
Ela é estagiária em uma escola municipal, e já encara na prática alguns dos desafios da futura profissão.
Nesta entrevista, tocamos em pontos considerados polêmicos nos dias atuais, como por exemplo a religião em confronto com a profissão.
Boa leitura:
Ela é estagiária em uma escola municipal, e já encara na prática alguns dos desafios da futura profissão.
Nesta entrevista, tocamos em pontos considerados polêmicos nos dias atuais, como por exemplo a religião em confronto com a profissão.
Boa leitura:
1 – Nesta situação atual, onde as pessoas criticam tanto a educação, porque escolher esta profissão de pedagoga?
Por que acredito que é uma maneira viável para contribuir na construção de um país melhor.
2 – Você acha que a sua relação com a sua religião ajudou a escolher essa profissão?
Sim,me tornei catequista aos 14 anos e acho que isso influenciou muito na minha decisão.
3 – Está na moda hoje dizer que o estado é laico. Você não teme ser discriminada no seu trabalho justamente por ser religiosa?
Sim, temo muito isso, mas acredito que mantendo uma linha de trabalho laica agradarei ao Estado.
4 – Você prefere atuar com crianças na idade de formação, com crianças portadoras de necessidades especiais, ou jovens e adultos?
Prefiro atuar com crianças ou com alunos com deficiência, também atuaria com adultos caso me fosse necessário, só não daria aula para jovens, pois a minha formação não me permite e não me identifico com essa faixa etária.
5 – Existem empresas hoje que usa o pedagogo para treinamento e desenvolvimento de pessoal. Você pensa em arriscar este caminho, ou prefere a área da educação?
Por enquanto,prefiro a área da educação devido aos meus ideais, mas ninguém sabe o dia de amanhã. Então posso mudar de opinião com o tempo.
6 – Algumas famílias são conservadoras, porém existem as que são mais liberais sobre a questão da homossexualidade. Como lidar hoje com a questão da sexualidade na escola, sem correr risco de desagradar uma ou outra?
Essa é uma das grandes dificuldades da educação contemporânea. Mas, segundo o que aprendi o professor deve explicar sobre todos os tipos de família e perguntar como é a família de cada um de seus alunos sem expor sua opinião pessoal sobre o que acha certo ou errado. Existem livros infantis que falam sobre as novas concepções de família, são ideais para se trabalhar na educação infantil.
7 – Existem igrejas hoje que mais parecem boates, com jogos de luz, e shows musicais. Você acredita que os jovens hoje estão buscando a igreja simplesmente pelo fato de a igreja ter criado movimentos carismáticos que mais lembram o mundo?
Os jovens buscam aquilo que acham legal e atrativo aos seus olhos. As igrejas procuram com as cristo-tecas chamar a atenção dos jovens e atrai-los para a igreja. Porém, o foco da igreja é Deus, o evangelho e a fé e em alguns casos infelizmente as igrejas estão tão preocupadas em atrair os jovens que acabam perdendo foco em Deus e no evangelho, nesses casos elas acabam virando apenas baladas com musicas gospel.
8 – Como você consegue tempo para igreja, família, trabalho e faculdade?
Tenho uma rotina muito corrida, acabo me cansando bastante e as vezes ficando estressada, mas tenho uma agenda onde anoto TODOS os meus compromissos como por exemplo: tempo com a família, ver namorado, trabalhar, ir na igreja, ir na faculdade,estudar...
Também anoto na minha agenda meus horários de lazer, momentos em que vejo meus amigos, minhas contas. Nos compromissos que cumpri e nas contas pagas desenho carinhas felizes
ou o sinal de certo e nos compromissos não compridos e nas contas não pagas marco um X ou uma carinha triste
. Dessa forma consigo dar conta de tudo e não momentos que acho que não vou dar conta peço a Deus sabedoria para priorizar o que é mais importante para a minha vida naquele momento.
9 – Mesmo com tanta tecnologia hoje em favor da informação e da educação, o que mais vemos são jovens desregrados que beiram a marginalidade. Você acredita a causa disso pode ser um afastamento das pessoas em relação a Deus?
Como educadora acho que o que falta para estes jovens é estrutura familiar ou seja uma família que lhes de amor, como membro da sociedade, resumo que falta amor na vida deses jovens e como cristã digo que falta Deus, pois ele é o amor. Não estou querendo criticar nenhuma religião ou quem não possui religião,,pois acredito que todos que vivem e propagam o amor, estão vivendo e propagando Deus, mesmo que não acreditem nele e que não o queiram na sua vida.
10 – O que você quer para o futuro dos seus filhos?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Entrevista com Abraham Lincoln
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| Abraham Lincoln |
Porém, a quantidade de informações sobre ele, e sobre todas as pessoas que o cercavam foi tão grande que acabei confessando a uma pessoa:
- Não há a mínima chance de escrever um artigo sobre Lincoln, pois o mínimo que eu poderia fazer era escrever um livro, tamanha a complexidade psicológica dele e de todos os envolvidos nos últimos anos de sua vida.
Mary Todd Lincoln, John Wilkes Booth, William H. Crook, Ward Hill Lamon, Ulysses S. Grant, Edwin Stanton já mereciam um livro cada um, para sermos justos.
Como não me dei por satisfeito, resolvi eu mesmo ir ao encontro do presidente Abraham Lincoln em sua mesa na Casa Branca e entrevistar aquele que seria conhecido como o maior presidente da história dos EUA.
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Logo após uma reunião entre o presidente e o General Grant, o Coronel Porter, Seward ( filho ), Welles, John P. Usher, McCulloch, Dennison, o procurador Speed e o secretário de guerra Stanton.
E antes que o capelão Neill, fosse expulso por Lincoln de sua sala as 15:00 horas.
Quando estes senhores saíram da sala após a reunião, eu me aproveitei do fato de que a Casa Branca permanecia de forma descuidada, com várias portas abertas, facilitando que uma tropa de caçadores de favor chegassem mesmo até o presidente, e entrei sorrateiramente.
William H. Crook estava acompanhando todos para fora, e permaneceu uma fração de segundo de costas e eu entrei.
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| Ward Hill Lamon |
- Ora, filho, se é assim que eu devo morrer, vá em frente.
As informações sobre a certeza de Lincoln sobre o fato de que tentariam mata-lo a qualquer momento foram confirmadas.
- De forma alguma, senhor presidente. A única coisa que tenciono matar aqui, é a minha curiosidade.
Ele veio até mim, e deu um forte aperto de mão. Era muito mais alto que eu, e estava sem a cartola, o que para mim era decepcionante.
Expliquei que possuía um Blog, e que na tentativa de escrever sobre ele, não tive outra alternativa a procura-lo pessoalmente.
Ele me ofereceu a cadeira e se sentou do outro lado da mesa, e me fez sinal com a cabeça para que iniciasse a entrevista.
EU: Afinal, qual sua opinião sobre a guerra?
AL: Os dois lados eram contra a guerra, mas um deles preferia fazer guerra a deixar a nação sobreviver e o outro lado aceitou a guerra para não deixar a nação perecer.
EU: De que lado está o senhor?
AL: Os dois lados leem a mesma Bíblia e oram para o mesmo Deus. Eu estou do lado que não ora para Deus ajudar a continuar ganhando o seu pão através do suor de outros.
EU: E sobre a escravidão? Acha que um dia chegará ao fim?
AL: Enquanto eu viver, no meu país ninguém colocará um grilhão na perna ou no braço de nenhum homem por causa da cor de sua pele.
EU: O senhor sabe que mesmo dando a eles a liberdade, não poderá permanecer para sempre como um herói para eles. Eles precisarão encontrar um ícone negro para a sua causa. Isso o incomoda?
AL: Não me importa se um dia não mais se lembrarem de quem eu fui. O tempo mostrará se eu estava certo ou errado. Se o que eu faço agora é errado, nem dez anjos jurando a meu favor, vão mudar isso. Mas se for certo, mesmo que eu seja esquecido, minhas ações permanecerão.
Ele dizia isso tudo, olhando pela janela com uma expressão mista de tristeza e cansaço. Mas sorriu quando fiz minha próxima pergunta.
EU: Stanton te atrapalha muito?
AL: Ele é a rocha onde a arrebentação bate. Acho que nem mesmo eu aguentaria estar no lugar dele durante esta guerra.
EU: Você odeia mais o congresso ou os confederados?
AL: Prefiro um homem que lhe enfrenta cara a cara com uma pistola, do que gente que se esconde em mesas de carvalho.
EU: O que deseja para o futuro dos EUA?
AL: Acabar com a guerra é um começo. Ver todos os homens livres é outro passo. Depois quem sabe voltar a advogar.
EU: A senhora Lincoln concorda com isso?
AL: Claro que não. Mas eu pretendo antes disso, talvez, tirar um tempo e viajar com ela pela Europa, para descansar de tudo isso.
EU: Algum lugar em especial que queira visitar?
AL: Não há nenhum lugar que deseje tanto ver como Jerusalém. Visitar a Terra Santa e ver aqueles lugares santificados pelos passos do Salvador. ( ele repetiu essas palavras para a esposa, foram suas últimas inclusive, antes de ser baleado, e isto foi confirmado pela Srª Lincoln ao pastor Noyes W. Miner em 1882 ).
EU: A Srª Lincoln lhe fornece uma quantidade boa de problemas não é mesmo?
AL: Ela é a melhor mulher de todas. A morte de nosso filho talvez a tenha transtornado a ponto de pensar em coloca-la em um hospício, mas se eu ficasse longe dela, talvez quem ficasse louco fosse eu.
Neste momento, olhando a hora, soube que não poderia falar com ele por mais tempo, e arrisquei uma última pergunta que talvez não devesse.
EU: O senhor conhece um ator chamado J. W. Booth?
AL: Oh, sim, eu o assisti uma vez em 1963, no teatro Ford. Ele estava na peça "The Heart Marble", e me pareceu espetacular no papel. Enviei um convite certa vez para ele vir até a Casa Branca, mas acredito que não tenha chegado até ele.
Naquele momento, tive vontade de dizer-lhe que não deveria ir ao teatro naquela noite, talvez até implorar que permanecesse em casa. Mas eu não podia intervir no destino. Estava fora do meu alcance.
Me despedi dele com outro aperto de mão. Ele me acompanhou até a porta e Crook me olhou desconfiado.
Sai pela rua e vi John F. Parker indo para um bar. Ele chegaria 3 horas atrasado para render Crook aquele dia e deixaria a porta do camarote presidencial para ir beber novamente aquela noite. Meu estomago embrulhou.
Permaneci sentado ali, olhando as pessoas anonimas que em poucas horas iriam estar lotando as ruas em busca de alguma informação sobre o presidente.
Finalmente tomei coragem para ir embora. Eu não poderia estar ali, no momento em que as coisas acontecessem, pois eu não pertencia aquele lugar, nem mesmo aquela época.
Quando subi no meu trem para partir, notei que eram dez horas e sete minutos da noite. Algumas lágrimas nasceram nos meus olhos.
Quando o trem partia devagar pelos trilhos, mesmo que ninguém mais tivesse escutado, eu juro que pude ouvir um som seco como um pequeno saco de papel estourando e dois minutos depois o som de cascos de um cavalo em disparada.
Voltei ao nosso tempo. Nada havia mudado.
A história jamais mudaria, mesmo que nós desejássemos fervorosamente.
Nunca mais eu veria o senhor Abraham Lincoln.
Em vida.
Pois com certeza, quando todos nós houvermos atravessado aquele velho rio e encontrado com nosso Senhor JESUS CRISTO, eu teria prazer em visitar o senhor e a senhora Lincoln.
Se assim me for permitido.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Entrevista com jornalista Cristiane Pereira
O Blog Lingua Preta Orkut, inicia uma série de entrevistas com profissionais de várias áreas de Campo Grande.
A primeira entrevistada é Cristiane Pereira da Silva, jornalista formada na Universidade Anhanguera Uniderp.
Você pode saber mais sobre o trabalho de Cristiane, acessando a Revista Impacto.
A primeira entrevistada é Cristiane Pereira da Silva, jornalista formada na Universidade Anhanguera Uniderp.
1 - Onde você está atuando atualmente?
Atuo em uma revista como editora e jornalista.
2 - A profissão que exerce hoje, reflete aquilo que você imaginava quando iniciou sua faculdade?
Com certeza, desde que sai da universidade faço jornalismo, seja TV, revista, rádio, online ou jornal impresso.
3 - A principal reclamação hoje de quem se formou em jornalismo, é a decisão de que para se exercer a profissão não é necessário mais possuir o diploma. Qual sua opinião sobre isso?
Acho que a principal reclamação é a questão salarial, muitos órgãos de imprensa não pagam o aconselhado para a categoria. Quanto ao diploma derrubar ou não dá-se no mesmo, visto que muitos “jornalistas” já exerciam a profissão antes do mesmo dessa decisão do STF e pensando a grosso modo, grandes órgãos de imprensa não contratam jornalistas sem formação.
O ministro Gilmar Mendes em meio à decisão deixou claro que as empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. "Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo", disse o ministro.
4 - Outra reclamação frequente, é que os jornalistas formados não desempenham sua verdadeira função, mas sim outras totalmente diferentes dentro da empresa. A alguma perspectiva de trabalho para jornalistas hoje em Mato grosso do Sul?
Quanto a essa reclamação desconheço. O que muito acontece é de se fazermos a função de jornalista ganhando menos do valor pago a categoria. Perspectiva no MS é claro que temos e muita, me diga quem é provedor diário da informação?
5 - Existem médicos apresentadores, políticos apresentadores, por que não temos jornalistas na televisão do Estado?
Temos jornalistas fazendo jornalismo e não apresentadores fazendo jornalismo. TV Morena, TV Campo Grande, Guanandi entre outras tem jornalistas fazendo os telejornais. Para ser apresentador não é preciso ser jornalista, mais para ser jornalista é preciso ter o mínimo de conteúdo teórico daqueles que vemos nos bancos de faculdade.
6 - Por que com toda a tecnologia de informação que temos hoje, aqui no Estado, ainda se vê na TV programas com o mesmo modelo de 20 anos atrás? Aqueles programas que exploram situação de miséria em alguns bairros, ou prisão de bandidos de porta de escola?
Vou te responder com outra pergunta. Porque em época de campanha os políticos procuram comunidades carentes? Te respondo, simplesmente porque a massa está lá. Acredito que isso acontece com os programas de TV que mostram a miséria, os crimes entre outros escândalos.
7 - Você acha que hoje o telejornalismo do estado está obsoleto?
Não simplesmente transfere a nós os fatos gerados por nós mesmos.
8 - Como você avalia o fato de um estado do tamanho do nosso, ter apenas um jornal impresso de grande circulação?
Não temos somente um, mais dois. Mas, ainda assim poderíamos ter um maior número. Mas para isso o investimento é alto.
9 - Existe esperança de trabalho para os jornalistas que estão se formando hoje, de exercer sua profissão aqui no estado, ou terão de migrar para outras localidades?
Existe sim. Migrar para outras regiões pode-se ter melhores salários, mais ter se experiência na área de comunicação em uma Capital é sempre bem vindo para qualquer profissional.
10 - A mídia eletrônica será a única saída para esses profissionais? Ou você acredita em outros meios de se exercer a profissão?
De forma alguma, tem espaço para todos, basta ter competência.
Essa foi a entrevista com Cristiane Pereira da Silva, jornalista e editora.Você pode saber mais sobre o trabalho de Cristiane, acessando a Revista Impacto.
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