Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Basta de incêndios no Carnaval

Volta e meia vemos no cenário do Carnaval do Rio de Janeiro incêndios em barracões e/ou fábricas que confeccionam fantasias e utensílios para os desfiles das escolas de samba.

Seja nas escolas do grupo Especial, como aconteceu na Cidade do Samba há alguns anos atrás, seja o que aconteceu recentemente numa fábrica no bairro de Ramos, região da zona norte da cidade.

Precisamos emitir esse alerta e debater pois o universo do Carnaval está cada vez com maiores recursos para provimento do espetáculo e deve-se ter um maior profissionalismo em sua cadeia logística.

Os holofotes do mundo estão com maior visibilidade ao Carnaval do Rio de Janeiro e certos pontos não podem acontecer mais, como por exemplo condições sub humanas de estrutura nos barracões das escolas e ateliês parceiros, deve haver um protocolo rigoroso de segurança junto ao Corpo de Bombeiros para que não se tenha essa perda de ativos de maneira tão rápida.

Outro ponto são as condições de trabalho aos profissionais envolvidos, como pragas, incêndios e sujeira são apontadas como parte da rotina nesses espaços atualmente; o fogo ocasionado na fábrica é o atual retrato das condições dos trabalhadores do Carnaval.

Nos últimos anos, um festival de desapropriações e de incêndios suspeitos têm feito parte de rotina destas agremiações da série Ouro, que possuem um orçamento de algo em torno de dez vezes menor do que de uma escola do grupo Especial, passarem por momentos de desespero.

Localizados na Zona Portuária, em antigos galpões próximos à moderna Cidade do Samba onde abriga as escolas do Grupo Especial, os barracões destas agremiações sofrem, há muitos anos, com a falta de estrutura física e a insegurança jurídica sobre as permissões de uso.

A solução mais viável e que deve ser sanada com o tempo será a construção da Cidade do Samba 2, onde será localizado na antiga Estação da Leopoldina.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, as obras ainda estão bem no inicio com previsão de inauguração para 2027, porém depois de mais uma tragédia há a possibilidade de intensificarem e quem sabe inaugurarem com antecedência. 

O Carnaval merece essa atenção de todos e enterrar de vez o amadorismo em sia cadeia de produção.


TEXTO DE:

Thiago Muniz

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Carnaval 2025 - Viradouro

MALUNGUINHO

“A chave do cativeiro, virado no Exu Trunqueiro

Viradouro é catimbó, Viradouro é catimbó

Eu tenho corpo fechado, fechado tenho meu corpo

Porque nunca ando só, porque nunca ando só”

(Refrão Viradouro 2025)

Em busca do quarto título, a Unidos do Viradouro levará “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos” para a Marquês de Sapucaí ao contar a história da entidade afro-indígena que se manifesta como Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro.

Com assinatura de Tarcísio Zanon, o enredo retorna a primeira metade do século XIX, no estado de Pernambuco, no nordeste brasileiro, onde o quilombo do Catucá era foco de resistência e viu seu último líder, João Batista, o Malunguinho, ser duramente perseguido por seus atos libertários.

Malunguinho é uma entidade afro-indígena que aparece em terreiros de Umbanda, Catimbó e Toré, principalmente no Nordeste do Brasil. Ele é inspirado na figura de João Batista, líder do Quilombo de Catucá.

Malunguinho é representado como um caboclo, mestre e exu. Ele é o dono da chave mágica para abrir senzala e fechar o corpo de quem pede proteção.

Malunguinho era conhecido e temido por todos os senhores brancos, pois tinha a coragem de libertar escravos abrindo portas de cativeiros e senzalas, destrancando correntes que aprisionavam os seus irmãos de cor.

Como se sabe, onde havia escravidão no Brasil havia fugas, tanto individuais como em grupo. Mas um quilombo de verdade é uma comunidade com um mínimo de estabilidade, exigindo para isso grande capacidade de organização e adaptação.

Imagine um líder quilombola lutando contra senhores de escravos e tropas imperiais na primeira metade do século XIX.

Seu nome? Malunguinho.

E em 1827, o governo da província de Pernambuco colocou sua cabeça a prêmio, na maior operação contra quilombolas na região, desde a destruição de Palmares, em 1695.


TEXTO DE:

Thiago Muniz

Carnaval 2025 - Beija-Flor

LAÍLA

“Da casa de Ogum, Xangô me guia

Da casa de Ogum, Xangô me guia

Dobram atabaques no quilombo Beija-Flor

Terreiro de Laíla, meu griô”

(Refrão Beija-Flor 2025)

O samba de enredo em homenagem a uma figura pública, só o samba mesmo, que tem melodia e cujos versos expressam perfeitamente o homenageado, igual ao que os compositores montaram sobre o Laíla eu nunca vi.

Quem não teve o prazer e o privilégio de conhecer um dos maiores nomes dos desfiles de Carnaval, porque ele nunca teve a projeção de um Chico Buarque, Maria Bethânia, pode não ter a dimensão. Está tudo ali.

Laíla não é o maior nome do samba. Muito menos o maior do Carnaval. Mas dos desfiles de escola de samba, se ele não é o Pelé, não sei quem seria. Sobre a dinâmica dos desfiles de escola de samba, é disparadamente o maior. E sem o reconhecimento que deveria.

Em seis décadas de desfiles ele foi ferreiro, costureiro, aderecista, chapeiro, escultor, passista, compositor, cantor, mestre de bateria, diretor de bateria, carnavalesco, diretor de harmonia, diretor de Carnaval, produtor, cozinheiro, garçom, empurrador de alegoria, criador de caso e gênio. E essa opinião não é só minha: Fernando Pamplona e Joãosinho Trinta, gigantescos do talento e vaidade, admitiam que Laíla era imbatível.

E se Laíla é o Pelé dos desfiles de escola de samba, Neguinho da Beija-Flor é o Garrincha, que não tem a mídia do Messi e do Cristiano Ronaldo, mas é coisa de doido.

Como diz o jornalista João Alberto Safadi: “Laíla para reconduzir os caminhos da Beija-Flor”.

 Uma história de amor e reconciliação.


TEXTO DE:

Thiago Muniz

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

A Guerra do Paraguai nunca acabou

Eu vejo como a polícia brasileira é muito resiliente com turista e extremamente opressora com a sua própria população, ainda mais se a melanina ter trabalhado mais na pele do cidadão; se for pobre então a opressão piora.

Novembro de 2023; torcedores argentinos fizeram o rebu em Copacabana, a mídia batendo palmas fazendo alusão a invasão corintiana de 1976 e o que fizeram foram arruaça e pancadaria sem nenhum romantismo em torno. Alguém foi punido? Ninguém pra contar a história. Pelo menos o Fluminense levou o título em cima dos “hermanos”.

Outubro de 2024; torcedores uruguaios começaram a mesma arruaça cisplatina, só que desta vez na orla do Recreio. Para se ter uma ideia do tamanho da impunidade até jogador uruguaio do Flamengo resolveu dar carteirada para “os cana” mas ao que parece não deu certo. 

São deboches, caretas, trânsito parado, motos e ônibus incendiados, uruguaios imitando macacos, tudo isso ao vivo em rede nacional. Se aplicar o mínimo da lei o crime hediondo ronda isso tudo. Mas estamos sob a guarda da polícia militar do Rio de Janeiro, mané! Resiliente com turista, só faltou a água de coco.

Mercosul de cú é rôla.

Tomemos de volta o Uruguai e terão que aprender a ler e escrever português em 6 meses senão morrem, chacina em toda a população do Paraguai e tomemos toda a riqueza da Argentina na mão grande como os europeus fizeram por anos.

Nunca houve harmonia entre os países, vamos parar de hipocrisia. A Guerra do Paraguai nunca acabou senhores, sejamos francos.

TEXTO DE:
Thiago Muniz

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

O Apocalipse Real e Atual

"Father, into your hands I commend my spirit..." (CHOP SUEY; System of a Down, 2001)


Vivemos num caos, onde num mesmo perímetro assisto uma pregação de um grupo neo-pentecostal enquanto metros a frente vejo um pitbull agonizando em estado pré-letal.

Vivemos no total abandono social e racial, onde quanto mais se alarma mais se vocifera o ódio com a certeza absoluta da impunidade. 

Vivemos no completo descaso público da inversão moral, onde vemos pessoas clamando por um prato de comida e um teto pra dormir com dignidade. Em vão. 

Vivemos no senso crítico da maldade gratuita, com pseudo-influenciadores destilando hostilidade com pessoas aleatórias na mais absoluta certeza da viralização virtual.

Vivemos no completo desânimo da pirâmide psico-social; com vertentes de ideias ressurgindo das margens do esgoto urbano. E o pior, angariando mais seguidores para o rito apocalíptico. 

Vivemos...


TEXTO DE:

Thiago Muniz

terça-feira, 20 de junho de 2023

Uma Canção para Tom Waits

Quem tem paz? É difícil demais. Nesta noite gelada, de muito sofrimento no Rio, um cobertor pode salvar uma vida. Um chocolate quente. Um prato de boa sopa. Uma roupa digna. Tudo isso falta e deveria ser indigno achar isso normal, mas muitos o fazem por meio de um procurador: Deus.

Deus quis assim, Deus quer assado.

É uma farsa e uma covardia atribuir a Deus a escrotidão dos seres humanos.

Mas seguimos assim. Eu, por exemplo, nunca tive paz por mais de uma semana: sempre houve problemas feito cordas em meu pescoço, os mais diversos, então cheguei aqui meio sem planos ou rumo, perdido na multidão, sem pai nem mãe.

Além de tudo eu sou vítima da gordofobia, taquepariu: logo eu, que joguei muita bola na praia, que treinei tanto para a São Silvestre na madrugada, fiquei gordo demais. E sempre que posso eu como mesmo, porque já vi muitos sanduíches e salgados na vida que não pude comer, ora por estar duro, ora por precisar economizar, ora para sustentar minha família.

 Então agora que eu ando no fio da navalha, se puder como bastante. E daí que fiquei gordo?

Ninguém precisa gostar de mim, nem do meu corpo: quem fazia isso foi embora ou já morreu! Mas minha barriga não importa, eu quero falar que ainda sonho com uma semana de paz antes de morrer, um mês, já pensou um ano? A paz.

Paz. Ter onde morar, ter comida, algumas roupas razoáveis, os livros, os cds, os botões e um smartphone com wi-fi é o que basta.

Tanto faz o lugar: eu nunca mais vou voltar para casa como gostaria, qualquer casa serve. Queria paz. Andar na rua e ver as pessoas em paz, com algum conforto. Entrar na fila do restaurante e fazer meu prato em paz. Comer, pagar, caminhar e passear numa tarde de paz.

Admirar respeitosamente a beleza de uma garota que passa em paz. Ver lojas abertas com pessoas trabalhando tranquilamente. Carros passando sem se fecharem como se quisessem trocar socos. As calçadas limpas, sem sofrimento debaixo das marquises. As crianças passando tranquilas.

A paz é a grande fortuna e não é preciso ser milionário para tê-la, mas é impossível tê-la passando fome, miséria, dor, doença e violência.

A paz chama abraços e sorrisos, tudo ao contrário dessa cidade cabisbaixa, cheia de silêncios e desertos urbanos. Não existe paz com abandono. Não existe paz com falsidade.

Quem tem paz? É difícil demais. Nesta noite gelada, de muito sofrimento no Rio, a paz é escassa demais. Hoje um homem chorou sua jovem esposa morta pela polícia. Hoje traficantes e milicianos estupraram, agrediram e mataram.

 Hoje há bêbados e crackers miseráveis esperando a morte chegar nas ruas e ela, tão filhadaput@, demora a vir para que sofram mais.

Hoje eu tenho dor e desespero, mas não há nada a ser feito porque todas as poucas pessoas que eram tão minhas estão longe ou completamente mortas, mortas, mesmo que eu pense nelas o tempo inteiro.

Então escrevo para aliviar minha dor infinita, para suportar melhor a estadia neste lugar estranho e hostil, enquanto sonho com o impossível: um ano de paz, algo que nunca tive nem nos melhores momentos de minha vida.

E quem tem a verdadeira paz? Quem finge tê-la? Quem confunde paz com felicidade?

Esta é uma segunda-feira gelada no Rio, uma cidade de silêncios, desertos urbanos, opressão, miséria e crimes pavorosos.

Quem será que se preocupa com isso? Ninguém, meu senhor, é cada um por si e Deus está do lado de quem vai vencer.

A cidade não tem paz, é que as pessoas não têm paz nem quando na TV Chaka Khan canta Joni Mitchell.

Nem Chico Buarque tem paz.

O Fluminense não tem paz, senhor. Imagine os humilhados na linha de trem do Jacarezinho.

 Imagine o breu profundo da Automóvel Clube toda escura, com um camburão nas sombras.

Imagine a garotinha procurando comida na lata de lixo.

Há paz ou vivemos uma grande farsa protegida pela nossa escrotidão e egoísmo? Isso é voluntarismo, filhadaput@? Não. É dignidade, caráter, amor ao próximo, tudo que é tão desprezado nessa máquina de moer carne chamada sociedade de consumo.

Agora vou descansar. Eu não conheço a paz e a espero, nem que seja pelo gracioso beijo da morte. Tudo é inútil. 

*Contém citação de "O senhor da guerra", Renato Russo.


**Literatura não precisa ser autobiografia.


***Em vez de escrever "fique bem" ou "se cuida", é mais útil comprar meu livro novo. 


@p.r.andel

sábado, 17 de junho de 2023

A Cúpula do Golpe Tabajara

Em algum dia pós-eleições 2022 - Palácio do Planalto - dia

Jair estava assistindo na TV o programa do Sikêra Jr comendo farofa com leite condensado sentado na cama de seu quarto.

Mauro Cid bateu na porta do quarto para entregar os comprovantes de depósito da Michelle, e disse que teve uma grande idéia.

Disse que já tinha um roteiro pronto formatado para o golpe mas disse que precisava da sua autorização para executar.

Jair disse que adorou a idéia mas que daria uma resposta sem antes se consultar com Malafaia e Queiroz e Mauro Cid disse que iria revisar tudo.

Jair pede para Mauro Cid comprar pelo Ifood 2 Big Mac para Carluxo que estava trancado no Gabinete do Ódio e Laura, a Fraquejada chora copiosamente enciumada.

Mauro Cid vai para o salão principal e digita no Whatsapp o plano para dissolver o STF e o TSE.

Ligou para o Daniel Silveira, Hélio Negão e Marcos do Val; disse para eles sobre o plano e que planejava sequestrar Alexandre de Moraes e deixá-lo em Rio das Pedras para sempre.

Do Val teve a grande idéia de jogar uma fake news para a imprensa para despistá-los enquanto o plano era executado.

Enquanto isso Jair assistia ao programa da Fontenelle entrevistando Flávio 01.

Michelle liga para Mauro Cid pedindo dinheiro para comprar cigarro, Mauro Cid alega estar ocupado fazendo serviço para Jair, ela esperneia e ordena que ele saque o dinheiro no caixa eletrônico da Granja do Torto.

Mauro Cid nega o pedido. Michelle fez uma queixa-crime num posto da Polícia Rodoviária e manda prender Mauro Cid por insubordinação, Jair sabe do ocorrido em manda Michelle calar a boca.

A família se reúne no Palácio do Planalto e jantam arroz com leite condensado.

Alexandre Garcia pede uma entrevista exclusiva para Eduardo Bolsonaro, que o xinga dizendo ser da Globo infiltrado, Garcia nega e jura amor ao coronel Ulstra.

General Heleno chega vestido de pijama com uma carta de referência de Donald Trump recomendando o Conde Francisco da Zanzibar y Zanzibar Hernandez para ser o futuro primeiro ministro caso o golpe fosse consumado, mas Jair fica obstante com a idéia dizendo que Zanzibar já dominava muito bem o estado do RJ e que pra dominar o restante do país seria um perigo.


TEXTO DE:
Thiago Muniz

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Dudu Camargo caga em camarim e SBT demite no primeiro impacto

 

Conhecido por ser um completo imbecil e também por envergonhar o jornalismo, ocupando a vaga de apresentador do Primeiro Impacto, no SBT, Dudu Camargo foi demitido sumariamente após um episódio sinistro.

Pupilo do decrépito Silvio Santos, Dudu parecia intocável.

Mesmo após assediar vergonhosamente a menina Maisa, que apresentava programação infantil no canal, debaixo do nariz do próprio patrão, Dudu continuou sendo protegido.

Não satisfeito, Dudu, durante o Carnaval, tentou praticamente agarrar a força Simoni.

Tudo isso porém, não parecia surtir nenhum efeito negativo na imagem do queridinho do caquético Silvio, que igualmente sem caráter, já havia passado a envergonhar a esposa e as filhas aos dominhos à noite, tratando como lixo, Mara Maravilha, Helen Ganzaroli e Lívia Andrade.

Mas finalmente um episódio protagonizado por Dudu deu fim a não tão nobre carreira deste verme intelectual no SBT.

Após apresentar normalmente o Primeiro Impacto, Dudu teria tido um revertério estomacal.

No camarim, Dudu não teria resistido ao primeiro impacto das fezes, e teria se cagado todo.

Encurralado e com a prova do crime nas mãos (ou melhor, no traseiro), Dudu só viu uma saída.

Pegou uma toalha, limpou sua buzanfa, e escondeu a toalha cagada atrás de um micro-ondas.

Depois, saiu de fininho e fedendo.

Como o camarim é coletivo, Nadine Basttos e Eliana foram almoçar, e enquanto Eliana comia castanhas, Nadine foi até o micro-ondas estourar pipoca.

Logo as duas perceberam o aroma nada agradável, e o primeiro impacto foi acusar uma a outra por gases fora de hora. Mas como o fedor não diminuia, as duas saíram da sala e chamaram funcionárias da limpeza.

Após uma limpeza completa, uma das pobres funcionárias percebeu que havia algo atrás do micro-ondas e retirou. A pobre coitada então percebeu que a inofensiva toalha estava carregada de fezes.

Téo José, companheiro de Nadine nas tramsmissões de futebol teve então a ideia de rever as imagens das câmeras de monitoramento.

Foi assim que descobriram que o autor da cagada havia sido Dudu Camargo.

Dias depois, as filhas de Silvio Santos finalmente o convenceram a demitir o apresentador de merda.

A coisa toda foi tão bizarra que Ivo Holanda, responsável pelas piores merdas dentro do canal, se sentiu superado.

Mas ao que tudo indica, Dudu Camargo não ficará sem emprego por muito tempo.

A Rede Record estuda convidar o cagão para o realit A Fazenda.

Como o realit já é uma bosta mesmo, não faria a menor diferença.



sexta-feira, 19 de maio de 2023

And the Oscar Goes To...

Chegamos ao Século XXI, consagrando novos valores éticos e morais que alcançam todas as atividades humanas, inclusive a prática desportiva.

Em um mundo plural e absolutamente diverso, a homofobia e o preconceito, outrora tão presente em ginásios e gramados, não são mais tolerados, sendo para além disso, punidos com rigor, por ocasião de suas respectivas ocorrências. 

Nessa nova percepção de valorativa, posturas que até o Século passado, mais do que toleradas, eram aplaudidas, hoje, são objetos de repúdio, tamanha a incivilidade e incompatibilidade com o mínimo de preceitos éticos atualmente vigentes na culturas do esporte. 

A famigerada "Lei Gérson" (propaganda televisiva dos anos 1970, do cigarro Vila Rica, onde o Canhotinha – garoto propaganda – dizia que “gostava de levar vantagem em tudo”), outrora tão celebrada, não virou a passagem para o Século XXI  sendo olhada com bons olhos.

Se, na Copa de 1962, Nilton Santos foi celebrado por sua "malandragem", com aqueles passinhos que nos livraram da marcação de um pênalti, na partida contra a Espanha, o mesmo conceito favorável não teve Rivaldo, já em 2002, na ocasião em que levou às mãos ao rosto embora tivesse tomado uma bolada no estômago.

Essa "esperrrrrteza" parece não ser mais adequada e tolerada no esporte.

Ainda assim, ela acontece com alguma recorrência, contando com a complacência de autoridades que têm o poder/dever de punir seus autores.

Sendo que, a despeito do aludido repúdio que tais comportamentos têm merecidamente recebido na atualidade, parece que, para alguns jogadores ou, talvez, para alguns clubes, haja uma espécie de salvo conduto, onde essas ações são absolutamente ignoradas pelos árbitros de campo e de vídeo, não havendo também, qualquer reação dos tribunais esportivos.

Exemplo fidedigno do que ora se comenta, é o Jogador Gabriel Barbosa, o Gabibol, tal como assim é conhecido, mas que sua fama, para além dos gols que marca, também é composta de lances seguidos de simulação e agressões escondidas.

Na partida da última terça-feira (Fla-Flu, 0 a 0, pela Copa do Brasil), não foi diferente, de forma vil e absolutamente covarde, Gabriel pisou na canela do jogador adversário, fingindo-se de bom moço, em lance que todo estádio viu, bem como, aqueles que acompanhavam pela televisão, mas que, de forma inaceitável foi ignorado pela arbitragem.

Ainda, nesse mesmo jogo, em uma cena patética, digna de uma verdadeira ópera bufa, tamanho o ridículo que foi, Gabigol simulou com estardalhaço uma agressão supostamente praticada pelo zagueiro Manoel, só Fluminense, quando ele sequer o encostou.

Lembrando que, alguns dias antes, em idêntica cena de ator canastrão de quinta categoria, Gabriel conseguiu convencer o aparvalhado e tendencioso árbitro do jogo Fla x Bahia de que fora agredido no rosto pelo adversário, quando em realidade, o braço do zagueiro baiano resvalou no braço do centroavante Rubro-negro.

Ainda assim, Gabigol foi premiado pela sua “esperrrrrteza” e, o tricolor baiano terminou o jogo com dois jogadores a menos.

Diante disso, fica uma simples e necessária indagação: Até quando? Isto é, até quando teremos que tolerar esse tipo de comportamento, ou ainda, quando levantamos voz contra esse absurdo, somos chamados de chorões ou mimizentos?

Ora, se o cantado e decantado "Fair play" é valor essencial à disputa esportiva, fundamental seria que as condutas que caminham na direção absolutamente oposta sejam repudiadas e punidas. Essa é a nossa expectativa. Já passou da hora de Gabibol ser punido pela sua conduta anti esportiva e inaceitável, dentro dos gramados.

Do contrário, essa história de Fair play vira conversa para boi dormir e quem sabe, se não passa a ser mais uma das categorias do Oscar, a do troféu na categoria de Ator Cara de Pau.


TEXTO DE:

Advogado e Professor Marcelo de Carvalho, membro da Frente Ampla Tricolor

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Tempos Modernos

Saí do trabalho com a missão de fazer a fé na Loto, pois organizo pequenos bolões com alguns amigos. Deixei o Sebo X e, em dez minutos, estava na minha agência lotérica preferida: rua da Relação, quase esquina com Gomes Freire.

Umas três ou quatro pessoas na fila única (algo sempre difícil para os brasileiros respeitarem) e, ao lado, um simpático botequim. Nele, uma televisão grandona com imagem de cinema.

Cinco e pouco da tarde. Leicester versus Liverpool.

Dois clientes com os olhos arregalados diante de todos os detalhes do jogo. As três ou quatro pessoas da fila da loteria, também. Um garotinho de bicicleta para pra olhar. Futebol é um acontecimento, amigos.

Falta para o Liverpool. No exato momento, com a fila parada, converso no WhatsApp com Catalano. Somos umas dez ou doze pessoas nos arredores da televisão. Todos estamos na espectativa do que vai acontecer.

A câmera dá um close em Salah o craque egípcio. É impressionante como as tevês de hoje têm definição de imagem espetacular. Bom, o craque balbucia algo para seu companheiro, na imagem seguinte sai uma cobrança de falta maravilhosa e um golaço do Liverpool.

As pessoas riem, ficam felizes com a bela jogada. Ninguém é Liverpool ali. Só o Catalano, no WhatsApp, é Vasco, Vasco, Vasco e depois Tottenham e Internazionale de Milano.

O gol faz bem às pessoas. Melhor ainda quando ali ninguém torcia para o time que levou o gol.

Num susto a fila anda, falo com as garotas da lotérica sempre atenciosas, faço o bolão e saio. Hora de ir pra casa, depois de mais um dia de luta.

Ainda dou uma espiada no botequim, vejo um ataque do Leicester, o Liverpool dá a resposta e, em poucos segundos, junto tudo aquilo e fico pensando em como a nossa maneira de acompanhar futebol mudou. Sou do tempo em que se colocava papel celofane colorido na tela da TV, para enxergar além de preto e branco. Internet? Nem pensar. WhatsApp? O máximo que tínhamos eram os narradores no radinho, fazendo das partidas verdadeiros épicos - felizmente o rádio está aí até hoje. Jogos de times europeus, a gente só sabia pela querida revista Placar.

Antes de derramar uma lágrima, sonho em poder ver muitas e muitas partidas ainda. Hoje são tempos modernos, mas o amor é de antigamente. E falando em tradição, nessa terça tem o jogo da minha vida: Fla x Flu no Maracanã. Já são quase cinquenta anos acompanhando esse jogo que parece interminável, onde cada partida é apenas mais um capítulo. E lá vou eu fazer o velho caminho Presidente Vargas + Praça da Bandeira + Avenida Pelé até a roleta, a inesquecível rampa da UERJ e o campo dos sonhos.

O tempo vai passando, mas seja numa linda TV de alta definição ou no Maraca, pertinho da grama, o futebol é bom demais. Não é só o jogo pelo jogo, mas muita coisa em jogo, feito aquela que hipnotiza os clientes da fila de uma lotérica com uma só imagem.


TEXTO DE:

@pauloandel

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Decadence sans elegance

TEXTO DE: Antonio Gonzalez

Decadence sans elegance

Estarão os amantes (eu sou um deles) das músicas do Lobão dizendo que eu errei no titulo deste texto.

Afinal de contas, o nome da canção é “Decadence avec elegance”, que na tradução significa decadência com elegância.

O problema senhores é que o Fluminense incomoda.

Se sempre importunou a torcida arco-íris (criada em 1976, por ocasião do nosso jogo contra o Corinthians – jamais foi invasão) mesmo nos tempos de vacas magras, imagina agora que acaba de conquistar o bicampeonato carioca, que está voando na Copa do Brasil e na Libertadores, jogando não só o melhor futebol do Brasil na atualidade. Arrisco inclusive a dizer que, nos dias que correm, poucas equipes do mundo tem a organização e o volume de jogo do Tricolor.

Ora senhores, somos motivos de inveja.

E nesta semana, a ciumeira tem nome próprio: os torcedores (órfãos do euriquismo) do decadente Clube de REGATAS Vasco da Gama.

Isso é fato!

Começando pelo Jornalista Fábio de Azevedo, Professor Universitário, mentiroso que nos acusa de racismo. Pobre rapaz (que já alimentou a sua família graças ao dinheiro que ganhava quanto trabalhou na assessoria de imprensa do Fluminense)!

Como bem defini, um bobo que cuspiu no prato que comeu. Recebeu algumas aulas de História (uma delas de minha parte) que abriram os seus olhos para que clube realmente abraçou o Nazismo através de uma torcida organizada e o Fascismo – basta entender o que acontecia no Distrito Federal, nos anos 1930 e 1940.

Por outro lado eis que surge a figura do Engenheiro de Produção, Rony Meisler, CEO da Reserva, marca de roupas, que também nos acusou de racismo. Deu um chute na própria cabeça e um tiro no saco. De saída, perdeu o contrato que tinha com o Tricolor das Laranjeiras. Outro desinformado ou outro mal intencionado ou outro invejoso ou todas as respostas anteriores.

E me perdoem a piada, mas o CEO não serviu nem para ficar na RESERVA.

Mas o que está acontecendo com os vascaínos?

Tanto lhes incomoda o sucesso do Fluminense?

E para culminar hoje aparece o iluminado Fernando Lira, vulgo Zé Colmeia, figurinha carimbada como parça do Romário no início deste século. Para quem não sabe o significado de parça, eu explico: não passa de um bajulador, pessoa sem estofo e sem conteúdo.

Hoje, esse “inteligente cidadão” gravou um vídeo (produziu e divulgou prova material contra si) ameaçando de forma violenta a torcida do Fluminense, por causa da carga de ingressos que o Clube de REGATAS Vasco da Gama receberá para a partida do próximo dia 6 de maio, em que o Tricolor será o mandante. Alerta e prega o elemento que para que o jogo do 2º turno, se implante o terror contra os nossos torcedores na Barreira do Vasco, dizendo que “o terror começa na Cancela”.

O dia em que tamanho for documento, ser humano não corre de barata. Quem milita no meio dos movimentos organizados sabe que esse Zé Colmeia tem menos atitude do que qualquer Catatau.

Conclusão: No final da tarde o Clube de REGATAS Vasco da Gama, lança uma emotiva nota, onde literalmente pede arrego e exalta a paz no futebol.

Portanto meu caro João Luiz Woerdenbag Filho (esse é o nome do cantor Lobão), perdoe-me a ousadia, mas no caso do Clube de REGATAS Vasco da Gama a melhor definição é: “Decadence sans elegance”...

Ou seja:

DECADÊNCIA SEM ELEGÂNCIA!!!

No mais meus caros Fábio Azevedo, Rony Meisler e Zé Colmeia, fica o conselho:

FAÇAM O L.

sábado, 1 de abril de 2023

Elemento Feminino na Luta pela Independência na Bahia

 

Retrato de Dona Maria Epifânia de São José e Aragão, nobre matriarca baiana, irmã do Visconde da Torre (da linhagem de Garcia D’Avila), herdeira de uma fortuna incalculável

Dona Epifânia usava um grande bigode que pode ser apreciado na sua real densidade em retrato, pintura a óleo, que faz parte do acervo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Na tela, aparece ostentando um manto característico das imperatrizes e muitas joias de valor incalculável. Era filha de José Pires, Senhor dos Engenhos Cazumbá, Passagem e Nossa Senhora da Conceição, e que chegou a residir no hoje Solar do Unhão.

Maria Epifânia, a mulher de bigode, casou-se com um primo, como era habitual na época, o capitão-mor Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, filho do capitão-mor, seu homônimo. Foi Dama de Companhia da Imperatriz Leopoldina, e de Dona Teresa Cristina até sua morte em 1855.

Durante a Guerra da Independência da Bahia, ajudou a seu marido o capitão-mor Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque que comandava três Companhias de Voluntários e muitas Ordenanças, nos trabalhos da Campanha, acompanhando-o para onde ele marchava e com encargo especial de fazer distribuir munição necessária, de preparar e distribuir os víveres que à custa de sua fazenda mandava dar seu Marido à gente do seu Comando e em distribuir armamento a quantas pessoas concorriam ao Quartel, sendo inclusive ferida em uma perna por tiro de espingarda. Não deixou descendência.


Ilustração

Óleo sobre tela. Sem autoria e data. Acervo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.


FONTE:

Thalita de Oliveira Casadei

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Fluminense x Botafogo, analisamos o passo a passo do pênalti polêmico

O clássico entre Botafogo e Fluminense disputado neste domingo, 29 de janeiro, terminou com vitória do time da estrela solitária.

O gol de Victor Sá foi o único da partida, e acabou selando o placar final em favor do Botafogo.

Mas a polêmica maior desta partida ficou por conta de uma penalidade apitada em favor do Fluminense.

Ganso achou Keno na área que foi puxado por Rafael, quando sairia na cara do gol. O árbitro Bruno Mota Correia assinalou a penalidade.

A partir daí, o que se viu no Maracanã foi o suficiente para gerar toda a polêmica: com Ganso, Arias e Cano em campo, quem partiu para a cobrança defendida pelo arqueiro do Botafogo foi o lateral Calegari.

Após o jogo, a explicação foi de que os jogadores decidiram em campo quem cobraria o pênalti, contrariando orientação do técnico Fernando Diniz.

O nosso Blog foi atrás, e coletou uma sequência de imagens para tentar entender o que houve de fato no Maracanã.

Veja abaixo:
Keno invade a área, recebe de Ganso e é agarrado por Rafael. Pênalti em favor do Fluminense. Note que Ganso chama Arias próximo a meia-lua.
A próxima imagem, mostra Ganso conversando com Calegari, após falar com Martinelli. Mais próximo a área outros jogadores comemoram a marcação da falta.
Ganso chama então os outros jogadores. Cano parece não notar e aparece de cabeça baixa na entrada da área.
Ganso conversa com Calegari, Keno, Arias. Martinelli parece tentar chamar Cano.
Cano não vai até o grupo, pois parece estar observando a discussão do juiz com os jogadores do Botafogo. Martinelli parece estar falando algo com o jogador camisa 7 do Botafogo, mas pode estar na verdade olhando para a direção do banco do Fluminense.
Martinelli então vai se juntar ao grupo de jogadores em torno de Ganso. Cano segue afastado e de cabeça baixa.
Neste momento, a TV muda para a imagem do juiz, e quando volta, mostra Martinelli se afastando aparentemente contrariado, enquanto Ganso parece tentar argumentar com Arias.
Ganso continua conversando com Calegari, enquanto Keno e Arias se afastam. Cano permanece afastado na entrada da área, em atitude de submissão. Arias segue de cabeça baixa e parece não concordar com alguma coisa.
A próxima imagem mostra Cano falando algo com Arias, que ainda parece em postura de discordância.
Neste momento, a TV mostra o replay da falta que originou o pênalti, e quando volta, vemos Samuel Xavier com a bola nas mãos, discutindo com jogadores do Botafogo e com o juiz. Desde a marcação da falta, o goleiro do Botafogo permanece em silêncio com mas mãos na cintura com olhar sério.
Após mais um replay, a imagem volta ao campo e já vemos Calegari em posse da bola.
Calegari olha na direção de Ganso, enquanto o juiz retira os jogadores da área.



A próxima sequência de imagens mostra Arias indo em direção ao banco de reservas, visivelmente contrariado. Ele faz sinal com a mão na direção da boca, como se dissesse que não falaria mais nada.

As próximas duas imagens mostram que enquanto o juiz retira os jogadores do Botafogo da área, Keno parece conversar algo com Ganso.
Calegari vai para a marca da penal, aparentemente concentrado.
Antes de colocar a bola na marca, Calegari volta mais uma vez para a direção da entrada da área, olhando para Ganso, enquanto Samuel Xavier e jogadores do Botafogo ainda discutem com o juiz.
Depois, ele se volta para o gol novamente.
Enquanto Samuel Xavier continua sua reclamação, Calegari mais uma vez olha para Ganso.




Antes de colocar bola no chão, Calegari olha para Samuel Xavier e o juiz. E volta a olhar na direção de Ganso. Depois abaixa um pouco o olhar, como se a decisão tomada fosse irrevogável. Ele coloca a bola no chão, e enxuga o rosto com a camiseta. Não dá para perceber se é por nervosismo.



Após colocar a bola na marca, Calegari ouve a última instrução do juiz, e toma distância para a cobrança. Ele olha para o goleiro do Botafogo e faz um sinal de deboche com a língua e um sorriso. O goleiro permanece sério, em silêncio, olhando fixamente para o rosto de Calegari.



Enquanto Calegari espera o apito do juiz, Ganso aparece caminhando de cabeça baixa. Calegari corre, bate e o goleiro Lucas Perri defende.


CONCLUSÃO
É muito difícil ter uma certeza absoluta sobre o que aconteceu, apenas se baseando nas imagens, sem ter acesso ao que foi conversado pelos jogadores. Mas analisando apenas esta sequência de imagens, o que pode ter ocorrido é uma claríssima tomada de decisão dos jogadores em campo à revelia da decisão do treinador.
As imagens mostram que possivelmente Ganso convenceu os jogadores a deixarem a cobrança para Calegari, e que ao menos Arias, aparentemente não concordou e se mostrou muito contrariado.

O que essa atitude vai provocar dentro do Fluminense, é um problema que Fernando Diniz terá de resolver. O treinador tem fama de briguento por onde passa, e aparentemente cobra demasiadamente dos jogadores, mas neste caso (se confirmada esta versão), o treinador não teve sua ordem atendida. Diniz precisará retomar o controle técnico dos jogadores.

A torcida é para que ele e Ganso não se tornem antagonistas, pois deles depende o sucesso do Fluminense nas competições deste ano, principalmente a Libertadores da América.

LEIA MAIS EM:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Apresentador do SBT enfarta diante das câmeras e morre

 

Flávio Cavalcanti foi jornalista, repórter, apresentador de rádio e televisão e compositor.

Um dos mais polêmicos comunicadores brasileiros, que durante muito tempo brilhou no comando de programas de rádio e TV nas décadas de 960 e 1970.

Seu primeiro programa de rádio foi Discos Impossíveis na Rádio Tupi, que 1952 passou a ser transmitido pela Rádio Mayrink Veiga. Ainda na Rádio Mayrink, Flávio também realizou o programa Nós os Gatos, em 1955, ao lado de Jacinto de Thormes.

Já em 1957, Flávio estrou na TV com o programa Um instante, Maestro!, na TV Tupi. E logo foi para o programa Noite de Gala na TV Rio.

Em 1965, foi para a TV Excelsior, onde voltou com seu programa Um instante, Maestro!. E no ano seguinte de volta a Tupi, lançou ainda mais dois programas na emissora: A Grande Chance e Sua Majestade é a Lei.

Em 1970, finalmente estreou o Programa Flávio Cavalcanti, na Rede Tupi, indo ao ar aos domingos. Foi um dos primeiros programas a ser transmitido para todo o país.

Flávio tinha um estilo polêmico e fez história na TV brasileira. Ele criticava artistas e músicas, e chegava a quebrar ao vivo, discos de cantores que considerasse ruins.

Foi ele um dos responsáveis por criar o primeiro júri de calouros na televisão brasileira. Muitos artistas de sucesso, começaram com Flávio Cavalcanti.

Em 1973, seu programa na Rede Tupi foi suspenso por 60 dias pela Censura Federal. E após problemas financeiros da Tupi, se transfere para a TVS em 1976, mais uma vez com seu Um instante, Maestro!. E em 1978, volta a Tupi com o Programa Flávio Cavalcanti, e permaneceu por lá até o fechamento da emissora em 1980.

Em 1982, na Rede Bandeirantes apresentou o programa Boa Noite, Brasil. E entre 1983 e 1986, já no SBT, reeditou o Programa Flávio Cavalcanti.

Flávio Cavalcanti era casado com Belinha Cavalcanti desde 1948 e com ela teve três filhos.

A MORTE

Em 1983, no SBT, comandando o Programa Flávio Cavalcanti, com grande audiência, quebrando discos de artistas que não gostava, pautando temas polêmicos e recebendo os mais variados convidados, Flávio jamais poderia prever o que estava para acontecer.

No dia 22 de maio de 1986, enquanto apresentava seu programa na emissora de Sílvio Santos, ele levantou o dedo indicador direito, como de costume e disse:

- Nossos comerciais, por favor.

Após o intervalo comercial, Wagner Montes surpreendeu o público substituindo Flávio Cavalcanti que havia passado mal.

- Vocês devem estar estranhando eu apresentando o programa. Desculpem, mas eu também fui pego de improviso. Mas o Flávio teve uma pequena indisposição e , se Deus quiser, na próxima quinta-feira, ele estará aqui, porque aqui é o seu lugar, para comandar o Programa Flávio Cavalcanti.

Foram as palavras de Wagner Montes para explicar ao público sua presença ali.

Flávio havia sofrido um enfarto. O apresentador permaneceu internado até o dia 26 de maio, quando morreu aos 64 anos de idade.