Dia 1º de maio de 1994. Eu estava sentado na frente da TV ao lado de meu pai e meu irmão, para torcer pelo maior ídolo brasileiro da época,
Ayrton Senna.
Com apenas 14 anos de idade, sonhava em ser como ele, um campeão mundial. No caso de
Senna, tricampeão ( 1988, 1990, 1991 ).
Na época, ainda uma criança, no momento da largada, não me lembrava mais do terrível acidente da sexta, nos treinos livres, que havia acontecido com
Rubens Barrichello (
Jordan ). Nem da morte do piloto austríaco
Roland Ratzemberger (
Simtek ), nos treinos classificatórios de sábado.
Minha mente estava direcionada apenas a uma pessoa,
Ayrton Senna. Ele era o
pole position da prova e seria seguido pelo piloto alemão
Michael Schumacher (
Benetton ).
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| Senna seguido por Schumacher |
Naquele dia, meu pai, meu irmão e eu, estávamos confiantes na vitória de
Ayrton Senna. Mal sabíamos nós, que aquele seria um dos dias mais tristes de nossas vidas.
Logo após a largada, a
Benetton de
J.J. Letho, ficou parada no grid, e
Pedro Lamy, não conseguiu desviar sua
Lotus do carro parado. A batida foi muito forte, mas felizmente não teve consequências graves para os dois pilotos.
O
Safety Car foi para a pista, e permaneceu na frente dos pilotos por 4 voltas. Na quinta, ele vai para os boxes, e a corrida recomeça.
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| Câmera do carro de Schumacher, Senna na frente |
Senna começa a se distanciar de
Schumacher, mas na sétima volta, na curva
Tamburello, a
Williams do piloto brasileiro não contorna a curva e vai direto ao muro.
Não posso descrever o que passou naqueles momentos em que a voz de
Galvão Bueno narrava o que estava acontecendo. A entrada da equipe médica na pista, o atendimento ao piloto, e seu transporte para o hospital.
A angústia de esperar durante mais de duas horas, para saber notícias sobre o que aconteceu com ele.
Não almoçamos, não mudamos o canal, não saímos da sala.
Depois desse tempo que pareceu eterno, a notícia.
Ayrton Senna da Silva estava morto.
Nunca me sairá da memória a imagem de meu pai escondendo os olhos com as mãos e chorando. Nunca mais esquecerei as lágrimas que também derramei naquele momento.
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| Funeral de Senna |
São 17 anos, e ainda assim, choro quando me lembro de
Ayrton Senna.
Chorei na primeira vitória de
Rubens Barrichello em
Hockenheim na
Alemanha, por me lembrar de
Senna.
Chorei na primeira vitória de
Felipe Massa na
Turquia.
Chorei quando
Barrichello fez a pole no
Brasil em 2009.
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| Barrichello ao lado de Senna |
E não tenho vergonha de dizer que passei 90 minutos chorando ao assistir ao documentário feito por
Asif Kapadia em 2010.
E nesse dia 1º de Maio de 2011, completam 17 anos da morte de
Ayrton Senna. E o
Blog Lingua Preta não poderia deixar de homenagear esse ídolo.
Por isso deixamos aqui, 4 vídeos que mostram alguns momentos da grandiosa carreira de
Ayrton Senna.
E como ele mesmo sempre dizia que Deus estava sempre ao seu lado, desejamos que ele agora esteja ao lado de Deus.
Nunca te esqueceremos.
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